Almada, capital do teatro de 4 a 18 de Julho

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Julho é o mês do Festival Internacional de Teatro de Almada. Quinze dias de teatro, de 4 a 18, cumprindo a tradição.


Honra-nos o título de maior acontecimento teatral do país. É uma responsabilidade partilhada pela Câmara Municipal e pela Companhia de Teatro de Almada. Elevar ano após ano a qualidade e a variedade da oferta do Festival são desafios que nos orientam na missão de mostrar ao público o trabalho dos maiores nomes da encenação do teatro internacional, levando às salas de Almada, Lisboa e Cascais projetos excecionais oriundos de 8 países, da Europa e da América Latina.


São 24 espetáculos. Uma oferta variada que se espalha por uma dúzia de palcos:


Mary Said What She Said de Darryl Pinckney, estará em cena dois dias numa encenação de Robert Wilson com a grande atriz Isabelle Huppert. O Sardenha Teatro traz-nos Macbettu, distinguido como espetáculo do ano pela Associazione Nazionale dei Critici di Teatro. A Companhia de Teatro de Almada estreia, numa encenação de Rogério de Carvalho Se isto é um homem, adaptação de um dos mais tocantes testemunhos de um sobrevivente do Holocausto, Primo Levi. O cartaz apresenta também um espetáculo-ritual, dança e artes performativas, e pela primeira vez um espetáculo interativo para crianças. O teatro de rua, que está este ano representado por dois espetáculos, ambos de Espanha, e a música são as peças móveis que vão ao encontro dos almadenses.


De volta está O Sentido dos Mestres, curso de formação que será este ano da responsabilidade de Hajo Schüler, da Companhia Familie Flöz.


Nesta 36.ª edição do Festival o homenageado é o encenador e ator Carlos Avillez, protagonista de uma vida dedicada ao teatro desde 1956, o ano em que se estreou como ator profissional na Companhia Rey Colaço-Robles Monteiro. Como fundador, rosto e alma do Teatro Experimental de Cascais, privilegiou sempre a vertente experimentalista e de cariz inovador, sendo também responsável pela preparação de muitos jovens atores através da Escola Profissional de Teatro de Cascais e pelo despertar de muitas grandes carreiras que começaram nos palcos do TEC. Dirigiu os teatros nacionais de D. Maria II e de São João, e o Instituto de Artes Cénicas. Uma carreira singular que celebramos no Festival de Almada.


O nosso Festival não tem fronteiras. É a festa do teatro. De Almada para o mundo.

Inês de Medeiros
Presidente da Câmara Municipal de Almada

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