Cörte-Real, 25 anos de carreira assinalados com o álbum a solo XXV

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Na celebração dos seus 25 anos de carreira, como músico profissional integrado nos UHF, Cörte-Real (o outro eu do artista) prepara-se para lançar o álbum, em nome próprio, XXV.

António Sérgio Côrte-Real Ribeiro Alves, filho de António Manuel Ribeiro, fundador e eterno líder dos UHF, é músico, compositor e produtor. A propósito do álbum que irá lançar em Dezembro, estivemos à conversa e quisemos saber como foi o seu percurso musical ao longo dos 25 anos de carreira integrado nos UHF e dos cerca de 30 dedicados à música.

FOCUSMSN: Ser músico sempre foi a tua prioridade ou houve alturas em que pensaste enveredar por outro caminho?

António Côrte-Real: Houve alturas em que pensei desistir, e digo isto, mesmo já depois de estar nos UHF, esta vida não é fácil. A conjugação entre ser músico e a vida familiar é muito difícil. Estou separado da mãe do meu filho, hoje ele tem 16 anos, tem já alguma independência mas foram muitas férias e fins-de-semana falhados sem poder estar com ele. São dois terços da minha vida a viver assim.

F: Que conselhos os teu pai te dava durante a tua fase de crescimento, alertava-te para a dificuldade em singrar no meio artístico musical?

ACR: O meu pai e a minha mãe sempre me apoiaram, aliás mais a minha mãe, sempre respeitou e apoiou nas minhas escolhas. O meu pai já me alertava para as dificuldades de singrar no meio artístico. Preferia que eu tivesse tirado um curso, terminei o 12º ano com uma média simpática. Podia ter seguido direito, psicologia ou jornalismo mas o gosto pela música foi mais forte, estava determinado em seguir uma carreira musical.

F: Com 16 anos inicias o teu percurso nos Falso Alarme, que onda musical te influenciava na época?

ACR: Aos 12 anos cresceu em mim a vontade de tocar, o meu pai ofereceu-me a primeira guitarra mas foi aos 14 anos que realmente quis aprender como se mexia ‘naquilo’. Fui à procura de uma escola em Almada e vim então a conhecer o Carlos Falcão, que é um homem a quem muitos dos guitarristas e pianistas Almadenses devem muito e eu em particular. É uma máquina de ensinar e passar conhecimento.

Ao fim de seis meses disse-me ‘já não te consigo ensinar mais nada, como não queres aprender música clássica, vai para casa e toca oito horas por dia’. Eu fui. Era até me doerem os dedos. Praticava escalas depois da hora de deitar (sem ninguém ouvir) e de manhã pegava na guitarra e seguia para escola. Aproveitava os intervalos para continuar a praticar (risos).

F: Entras nos Falso Alarme….

Entro nos Falso Alarme com 16 anos, os meus colegas tinham entre 15 e 17, foi a minha primeira experiência fora da rotina casa-escola-casa. Fui convidado para assistir a um ensaio e gostei da banda. Perguntaram-me se eu estava interessado em a integrar e obviamente disse que sim.

Os Falso Alarme eram uma banda que estava, em termos de sonoridade, entre os UHF e os Xutos & Pontapés, literalmente. O vocalista era o João Lima, actual guitarrista dos O’QueStrada. Hoje olho para trás e vejo que se alguém tivesse pegado na banda na altura certa teríamos feito carreira. Já dávamos uns 30 concertos por ano naquela altura.

F: O teu pai ‘deu’ a guitarra ao Renato Gomes mas tu optaste por seres guitarrista, porquê?

Na época o meu pai procurava uma sonoridade diferente para a banda, um som de fora mas cantado em português. Coloca um anúncio num jornal e é assim que aparece o Renato Gomes, o Carlos Peres e o Zé Carvalho e nasceram os UHF.

O Renato era genial com a guitarra e como o meu pai queria estar concentrado na voz e como a guitarra dele era melhor que a do Renato ele emprestou-lha.

Eu optei pela guitarra por dois motivos, o primeiro é porque não tenho jeito para cantar e o segundo porque na minha juventude os guitarristas eram estrelas, eram ídolos para muita gente e isso cativou-me aos 12 anos. Mas o primeiro instrumento que toquei foi bateria. Tive aulas com o grande Luís Espírito Santo, baterista dos UHF. Uma pessoa que já naquela altura falava muito comigo, gosto muito dele e foi muito importante no meu percurso e crescimento.

F: Que guitarristas te influenciaram no teu percurso….

ACR: Portugueses foram o Renato Gomes e o Rui Rodrigues, ambos dos UHF, embora de estilos diferentes complementavam-se, o Renato um virtuoso, o Rui um melódico com muito bom gosto. Depois aparece o João Cabeleira nos Xutos, fiquei fascinado pela estética sonora e a forma como construía as músicas. A nível internacional bandas como as The Cult, Led Zeppelin, U2, mais tarde Jimi Hendrix, The Doors, Ramones, entre outros.

Passas pelos Finisterra, MKD e Sirius, e entras em 1996 para os UHF como segundo guitarrista.

F: As bandas por onde passaste foi o currículo necessário para que os UHF te dessem a oportunidade de fazeres parte do grupo?

Sim e não. Eu entro para os UHF porque precisavam de um segundo guitarrista. Tinham acabado de gravar um disco com o Rui Padinha que tecnicamente é um guitarrista fabuloso e para os concertos era necessário outro guitarrista e aí sim as bases que trazia foram muito importantes.

Um ano depois (1997) o meu pai informa-me que dispensou os músicos e se eu conhecia outros em Almada com qualidade para vir tocar nos UHF. Montámos a banda com uma nova formação: Marco Cesário na bateria que eu conhecia dos Lesma e tinha passado pelos Braindead, o Nuno Canoche que hoje toca nos Mundo Cão e que tinha tocado comigo nos Finisterra e o Jorge Costa no piano e Saxofone que também tocava comigo nos Finisterra. Nesta altura passei a primeiro guitarrista, não foi pelo currículo mas pela ordem natural das coisas.

F: Mas passares de repente a guitarrista principal traz-te desafios e obstáculos que tiveste que transpor….

ACR: Exacto, eu tinha de, no espaço de 30 dias, aprender o repertório da parte solista de todas as músicas dos UHF. Nesse espaço de tempo não consegui assimilar na perfeição os solos de algumas músicas, improvisei em algumas das canções (risos) mas depois as coisas compuseram-se. Serviu de lição porque no disco que irá sair e em todos os que gravei desde que entrei para os UHF, grande parte dos solos são gravados de improviso.

F: Experimentar diferentes sonoridades, saber qual o estilo musical onde melhor te encaixavas, ajudou-te a definir os caminhos enquanto músico?

ACR: Olha, eu toquei por breves meses nos Cronic (2003) com o baixista Fernando Rodrigues, que também passou pelos UHF. Era uma banda de hip-hop mas eu chegava e transformava partes ‘daquilo’ em rock. Mas depois um ‘gajo’ cresce e com o passar dos anos vamos abrindo horizontes e começo a tocar outras sonoridades. Convidarem-me agora para tocar outro som, é para mim uma lufada de ar fresco.

F: Actualmente que bandas te inspiram?

ACR: Os Rolling Stones, Led Zeppelin, Pearl Jam, Ramones, Cult, Doors, Joe Bonamassa, entre outros. Admito que sou um velho a ouvir música.

F: Quando criança/adolescente e ouvias as músicas dos UHF na rádio o que sentias?

ACR: Sentia orgulho, o meu pai tocava na rádio e na TV os pais dos meus amigos não, mas por outro lado os meus amigos tinham os pais ao fim-de-semana em casa e eu não. Na altura sentia alguma carência afectiva e hoje tento que o meu filho não sinta o mesmo, embora perceba que são situações que fazem parte da vida e do seu percurso.

F: Em 1997 tornaste-te membro efectivo dos UHF, foi o realizar de um sonho, foi a base de apoio que precisavas para te tornares um músico de topo?

ACR: Foi sem dúvida, se não fosse os UHF provavelmente teria seguido um dos cursos de que te falei há pouco, muito provavelmente teria ido para a faculdade, tirado um curso e estaria a fazer outra coisa qualquer. Passaria a vida a pensar que queria ser era músico, vejo isso acontecer com alguns amigos, que não seguiram a carreira musical e sentem alguma angústia.

F: Não sentiste uma grande responsabilidade e alguma pressão para mostrares que estavas no grupo, não por seres filho do fundador, mas por mérito próprio?

Eu tinha 20 anos mas era muito miúdo, tinha vivido muito pouco, sempre fui muito caseiro e tímido, depois com a idade fui-me soltando naturalmente. Trabalhava com muito afinco, como trabalho até hoje, apenas pensava em fazer as coisas certas e evoluir no seio da banda.

No início foi complicado, ouvi algumas ‘bocas foleiras’ em alguns concertos (estou a lembrar-me de umas três ou quatro), não porque estivesse a tocar mal, mas porque as pessoas que tinham estado antes de mim tinham deixado marca na banda.

F: Demonstraste que não há insubstituíveis e que a tua qualidade é tão boa quanto a deles….

ACR: Não sei se posso pôr o assunto nesses termos. Cabe ao público responder, não a mim. Eu sei que sou fã deles todos e que foi um prazer aprender os trabalhos de guitarra que criaram antes de mim. Há malhas que toco exactamente iguais, noutras dou o meu cunho pessoal, o que acho ser normal ao fim de tantos anos.

F: A formação dos projectos Revolta e União das Tribos, este onde tocas com mais regularidade, é vontade de conheceres outros músicos e experimentares outras sonoridades?

ACR: A União das Tribos está parada há quase três anos, tivemos um azar, uma escolha que não correu bem, a banda existe, se for contratada para dar um espectáculo estamos prontos. Temos um disco para sair, que não saiu por causa da pandemia. Quando o oiço já sinto o disco velho (risos). Hoje faria tudo de outra maneira. É normal, passaram 2 anos e meio, faz parte, mas é uma chatice.

Quanto à sonoridade, a União das Tribos é rock, ao vivo ainda é mais rock que em disco, era um escape que eu precisava para tocar com outras pessoas e escoar as minhas composições que estavam a ficar esquecidas na gaveta. Já lançámos dois discos de originais, um EP e um disco ao vivo, e temos mais dois concertos gravados ao vivo que um dia destes podem até sair em disco e ver a luz do dia.

F: E em relação ao projecto Revolta…..

ACR: A Revolta é diferente, o primeiro motivo foi porque fui assaltado e agredido em Almada (2005), deixaram-me a esvair em sangue, levaram tudo, fiquei sem chaves para entrar em casa a meio da noite, e eu senti que tinha sido um atentado contra a minha vida e a minha liberdade. Eu senti uma revolta dentro de mim e escrevi a canção ‘Ninguém Manda em Ti’.

O segundo motivo foi porque soube que ía ser pai e senti que tinha que fazer mais qualquer coisa profissionalmente. Na altura passávamos seis meses em concertos e outros seis sem nada para fazer, para ocupar esses hiatos temporais formei a banda, que teve várias formações até chegarmos ao núcleo que gravou o EP em 2006 e o disco em 2009.

No álbum ‘Amanhã’ (2017) da União das Tribos contas com a participação de nomes consagrados da música portuguesa.

F: Como é que vozes tão distintas se encaixaram tão bem, tendo o álbum atingido o top 10 nacional de vendas?

ACR: Comecei a compor o disco sozinho numa fase difícil da minha vida, ficamos sem vocalista, entra o Mauro Carmo, e continuo a compor com o David Arroz, um grande amigo meu. Junto com o Mauro, fizemos os arranjos e as melodias e foi surgindo a ideia de parcerias com outros músicos. Decidimos então que metade do disco seria cantado com convidados e a outra metade pelo Mauro.

Comercialmente, o disco foi uma enorme surpresa, com poucos meios, baixo orçamento, numa produção e distribuição independentes, conseguimos fazer concertos ao vivo e vender discos. Depois quisemos dar um passo em frente, a coisa não correu bem, entretanto estávamos a tentar voltar à ribalta com um novo disco, dá-se o covid e as coisas pararam.

Em 2009, juntas-te a Fernando Rodrigues (baixista) e a Ivan Cristiano (bateria) e formas a banda António Cörte-Real Trio e editam o álbum ACR3-Midnight In Lisbon. Um improviso instrumental que resultou num sucesso de vendas digitais, atingindo o primeiro lugar no site americano eMusic, na categoria de blues.

F: Estavas à espera de tamanho alcance ou foi uma surpresa para ti?

ACR: Total surpresa. Ver a nossa música no topo das tabelas de vendas digitais da América, com artistas como Eric Clapton, Joe Bonamassa e B. B. King. Ainda hoje me arrepio só de pensar nisso (risos), deu-nos exposição, mas as vendas físicas não tiveram repercussão fora de Portugal. Ainda chegamos a ser contactados para tocar em festivais de Jazz e Blues em Portugal mas a ideia nunca chegou a avançar.

F: Porque não se voltaram a juntar para dar aso a vossa criatividade?

O disco que estou a gravar tinha sido pensado para ser o segundo álbum do Côrte-Real Trio. Depois pensei que se o primeiro teve um relativo sucesso e não fizemos sequer um concerto ao vivo, teria que fazer qualquer coisa diferente. Acabei por formar um grupo de rock mais pesado que era uma ideia que tinha em mente fazer já há muito tempo.

Nasce assim a banda Cörte-Real, numa altura em que faço 25 anos de carreira, juntamente com o Bruno Celta, Nico Guedes e o Nuno Correia.

F: Que afinidades tinhas com os músicos que te acompanham na banda?

O Bruno é o roadie de guitarras dos UHF e dos Tara Perdida. Um dia, há uns anos, oiço-o num ensaio de som dos UHF a cantar e pensei ‘este gajo é bom’. Conversando com ele percebi que era uma pessoa afável e educada, com cultura musical e logo ali vi que tínhamos afinidade.

O Nuno Correia já o conheço há muitos anos, desde que entrei para os UHF. Ele tocava com os ‘Pedro e os Apóstolos’. Houve uma altura que nos cruzávamos muito na promoção dos nossos trabalhos e foi crescendo uma amizade.

O Nico Guedes não o conhecia pessoalmente mas já conhecia o trabalho dele porque um dia, o Paulinho, baterista da Pearl Band, mostrou-me um vídeo dos Budda Power Blues. Gostei da banda e fiquei maluco com o baterista. Quando arranquei com o projecto decidi que precisava de um baterista que trouxesse uma influência ‘Zeppeliniana’, telefonei-lhe, nem sequer sei se ele sabia quem eu era mas em três minutos, ele disse que sim e perguntou como queria que tocasse, respondi ‘toca à Nico’ e assim foi.

F: E tens apoios para promover o disco e teres desta vez mais sucesso comercial….

ACR: Em primeira mão quero-te dizer que duas instituições de apoio à arte nos estão a ajudar e é graças a elas que conseguimos lançar o single com a qualidade de som e imagem que ouviste e viste no vídeo. O mesmo vai acontecer para o próximo single e para a edição do álbum em cd, digital e vinil.

Recentemente lançaste o single/videoclipe de apresentação ‘Tiro Os Olhos Do Chão’, que faz parte do álbum que irás divulgar em Fevereiro.

F: ‘Tiro Os Olhos Do Chão’ é uma mensagem para que as pessoas alarguem os seus horizontes?

ACR: Também, se quiseres é um bocado a continuação do ‘Ninguém Manda Em Ti’ da Revolta. Escrita de outra forma, foi o Bruno Celta que escreveu, mas é um bocado isso as pessoas precisam de olhar à volta, respirar e começar a fazer o que têm de fazer porque ninguém o vai fazer por elas.

F: ‘Sempre pronto a partir, Sou o último a rir’ é uma metáfora associada à mudança de mentalidade e ambição individual?

ACR: Quer dizer que ainda temos sangue na guelra (risos) e que daqui a uns anos não sabemos se temos, por isso ou fazemos agora ou ficaremos pela intenção.

F: Sinto na letra angustia e revolta, tem a ver com a situação pandémica que atravessamos ou é mais genérico?

É genérico mas tem a ver com a situação que atravessamos. A parte lírica do disco foi composta durante a pandemia. Estávamos cada um na sua casa fechados e foi ao telefone e via zoom que as coisas foram evoluindo.

Eu gravava os riffs de guitarra, mandava ao Bruno para ele cantar, ele mandava a maqueta, trocávamos impressões e fazíamos ajustes e depois enviava para o baixista e para o baterista para trabalharem as suas partes. Cada um de nós gravou a sua parte nos seus espaços e assim nasceu o álbum.

F: Que título vais dar ao álbum?

ACR: XXV, para assinalar os meus 25 anos de carreira como músico profissional.

F: Cörte-Real é um projecto de continuidade?

Sim, é essa a intenção, juntei estes músicos porque são pessoas de quem eu gosto, reconheço-lhes méritos, foram os únicos com quem contactei e aceitaram logo o convite. Cörte-Real irá continuar enquanto eu sentir força para fazer música.

Aliás, posso adiantar-te que metade do segundo álbum já está composto.

F: Que feedback tens tido por parte do público/fãs em relação ao single ‘Tiro os Olhos do Chão’?

Como nunca senti em projecto nenhum, sem ser nos UHF e isso deixa-me muito feliz. Nenhum de nós, banda e estrutura à volta da banda, pagou um euro sequer para promover o single nas redes sociais, ainda assim, os números de visualizações aumentam a cada dia. Os comentários e as mensagens que recebo das pessoas estão a ser muito encorajadores e só por isso já valeu a pena.

Vamos ver até onde nos vai levar, ambicionamos um crescimento passo-a-passo, por agora encher uma sala e no futuro, quem sabe, vamos ver.

F: Vais divulgar mais alguma música até ao lançamento do álbum?

ACR: Sim, vai sair durante o mês de Novembro, o single com o título ‘Perto do Fim’.

F: Perto do fim da pandemia…..

ACR: Fala da pandemia mas não como estás a pensar, depois vais ver quando sair. (risos)

F: Uma coisa que achei fantástica, além da sonoridade instrumental, próxima do hard rock, foi o casamento perfeito com a voz segura e melodiosa do Bruno Celta, concordas?

ACR: Concordo plenamente com a tua análise.

F: Para quando o lançamento do álbum e se já tens datas para concertos ao vivo?

ACR: Dia 17 de Dezembro vamos lançar o álbum e no dia 4 de Fevereiro vamos estar a apresentar o disco ao vivo, na Boutique da Cultura, próxima do CC Colombo em Lisboa, estamos também a negociar uma data para o Porto, contamos em breve anunciar novas datas.

F: Queres deixar uma palavra aos fãs e ao público que te segue nesta tua já longa carreira?

ACR: As minhas palavras são de agradecimento pois as mensagens que nos estão a fazer chegar criam-nos a responsabilidade de não gorarmos as expectativas no single que iremos lançar. Obrigam-nos a fazer mais e melhor e é para eles todo o meu/nosso esforço e dedicação.

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