Haydn & Mozart no CCB, dia 25 de Outubro, no Grande Auditório

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Tempora mutantur poderia ser o título deste programa que se inicia com a Sinfonia n.º 1 de Joseph Haydn, um dos fundadores da linguagem clássica. A obra, escrita em 1759, estrutura-se em três andamentos e maneja ainda o baixo-contínuo. O primeiro andamento atesta a admiração pela recentemente formada orquestra de Manheim e pelas suas notáveis realizações técnicas, nomeadamente nos crescendi.

Muito diferente é a Sinfonia n.º 64, já em quatro andamentos, terminada em 1775. O título foi atribuído pelo próprio Haydn e baseia-se no epigrama: Tempora mutantur, et nos mutamur in illis – «O Tempo muda, e nós com ele». Aqui encontramos uma linguagem clássica plenamente cristalizada. O primeiro andamento inicia-se de modo verdadeiramente haydniano: dois compassos em pianissimo seguidos de uma explosão sonora de todos os instrumentos.

Mozart legou-nos abundante produção para solista e orquestra e sua criatividade neste domínio foi posta ao serviço de inúmeros instrumentos, como o piano, clarinete, trompa, oboé ou fagote e até a flauta. O Concerto n.º 2 para Flauta – que terá como solista Anabela Malarranha, instrumentista da Orquestra Sinfónica Portuguesa – é uma adaptação de um original Concerto para Oboé escrito para Giuseppe Ferlendis, instrumentista que trabalhou em Lisboa

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