José Manuel Frazão lança no Casino Estoril o álbum de fados “Espaço de Abandono”

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O Casino Estoril acolhe no Lounge D, na próxima Terça-Feira, 27 de Outubro, pelas 18h45, o lançamento do álbum de fados “Espaço de Abandono”, de José Manuel Frazão. O novo disco reúne 10 composições, mais concretamente, dois temas inéditos e oito clássicos bem conhecidos do público que são, agora, interpretados por José Manuel Frazão.

O álbum “Espaço de Abandono” é um hino ao Outono, às mudanças e transformações. Este sonho de José Manuel Frazão, adormecido durante toda uma vida, torna-se real num ano tão atípico como 2020, revelando e inspirando as classes mais jovens, e não só, de que nunca é tarde para realizarmos os nossos sonhos. Viva o fado e a alma de fadista.

Nascido em 1949 no centro da Parede, na linha de Cascais, José Manuel Frazão realiza aos 71 anos o sonho de uma vida lançando um disco de fados. Nasceu com o fado no sangue. O avô, Manuel Frazão, trabalhava numa fábrica de bonecas e tinha como passatempo cantar o fado vadio. O Pai, António Frazão, mergulhou no fado como intérprete e como criador, escrevia e cantava o fado. Foi ele o grande influente dos seus filhos homens: Alcino Frazão, Carlos Zel e José Frazão. À noite levava os filhos para casas de fados em Cascais, hoje extintas, casas que lançaram grandes fadistas em Portugal como O Galito, O Estribo, O Tabuinhas, O Arreda, Cartolas e Kopus Bar. Aqui viveram, cantaram e tocaram o fado.

Carlos Zel tornou-se um grande fadista português, reconhecido internacionalmente com quase 40 anos de carreira. Alcino Frazão tornou-se profissional de guitarra portuguesa ainda adolescente e acompanhou grandes fadistas portugueses tais como Carlos Zel, Carlos do Carmo, Manuel de Almeida, Amália Rodrigues e Paulo de Carvalho, entre outros, sendo considerado o melhor guitarrista na altura da sua geração. Alcino Frazão e Carlos Zel, irmãos mais novos de José Manuel Frazão, partiram mais cedo, deixando muita saudade e nostalgia. O fado ficou no sangue, nas veias da família, no pulsar do coração.

Este disco é uma homenagem profunda às suas raízes, um despertar da sua voz que ficou nos bastidores para dar prioridade a responsabilidades que a vida lhe trouxe. Assim depois do sonho, nasce a possibilidade quando durante o confinamento se juntou com um amigo de infância, Lelo Nogueira, músico e produtor de fado, e lhe perguntou se a sua voz podia ainda ser cantada. A vontade estava lá, mas o talento foi reconhecido pelo produtor que lhe disse, depois de o ouvir cantar o fado – tens a alma clássica do fado, vamos gravar um disco! -. Foi durante o confinamento que germinou este projecto.

José Manuel Frazão lança, assim, este álbum com alguns fados originais e uma letra de um fado que se intitula espaço de abandono, um poema escrito pelo seu Pai e que dá nome ao álbum. Outra das músicas originais é “Quadras soltas” baseado em poemas de Fernando Pessoa.

José Manuel Frazão revela ainda que quis deixar um legado às suas filhas, Luisa, Raquel e Rita Frazão, para deixar viva a sua voz nos seus corações, que sentiu o momento a chegar e nessa inquietação se manifestou em poesia.

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