Luis Represas ‘ao Canto da Noite’, no Auditório Carlos Paredes

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Ontem no auditório Carlos Paredes, Luis Represas deu o primeiro de cinco concertos que até dia um de março irão animar as noites naquele auditório.

De salientar o grande trabalho a nível cultural que a Junta de Freguesia de Benfica está a proporcionar aos seus fregueses e aos lisboetas em geral, mantendo aquele espaço em constante actividade com diversos eventos culturais. Uma agenda preenchida com muita música e variados artistas, desde os mais consagrados aos menos conhecidos.

Aliás, Luis Represas começou por salientar esse aspecto, agradecer à Junta de Freguesia de Benfica, à M80 rádio e ao público presente que enchia o auditório de  115 lugares.

Luis Represas tocou, cantou e comunicou como só ele sabe fazer. E entre músicas, contou histórias, regressou ao passado, falou de tempos inesquecíveis em Cuba e de grandes amizades que partilharam com ele algumas das músicas que soaram neste espetáculo. ‘É a primeira vez que toco neste auditório que tem o nome de um músico que tocava guitarra portuguesa como ninguém e que além de meu amigo, aprendi com ele algumas coisas’ disse ele, para a seguir dar voz a sua viola.

‘Ao Canto da Noite’, foi o nome escolhido para esta série de concertos que durante hora e meia, o ex-Trovante deu som e voz ontem em Benfica. Foi uma oportunidade para mesclar a sua actuação entre temas já consagrados, uns retirados do baú e outros que irão fazer parte do novo albúm.

Entre cada canção, no video hall por trás do cantor que por vezes não acertava o passo, ‘coisas que acontecem no dia de estreia’, arrancando gargalhadas da plateia, aparecia a imagem dos amigos do artista, que com ele colaboraram no tema que ía cantar em seguida, nomeadamente Ivan Lins ‘Asas de Anjo’, Rosana ‘A Fuego Lento’, Pablo Milanês ‘Feiticeira’, ‘Promessas’ com letra da sua filha Carolina Represas, entre outros. Cantou Timor a pedido de uma voz vinda da plateia.

Luis Represas, a quem já acompanhei em diversos espetáculos e em ambientes distintos, surpreende-nos sempre pela sua versatilidade e capacidade de se adpatar a esses ambientes, desde o mais intimista ao mais ‘festivaleiro’, envolvendo o público que se sente fazendo parte do espetáculo.

Mais uma vez o Luis foi grande, assim como a Junta de Fregueisa de Benfica por proporcionar momentos que ficam para sempre gravados na nossa memória.

Alinhamento:

Olhos – Fora do Tempo – O Que Vai Ser – Um Caso a Mais – A Fuego Lento – Asas de Anjo – Feiticeira – Promessas – Perdidamente – Hora do Lobo – Canto da Noite – Foi Como Foi – Timor – 125 Azul

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