Nuno Barroso escreve ‘O Último Trovador’, em memória de Pedro Barroso, durante a entrevista

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O FOCUSMSN foi encontrar Nuno Barroso, no seu retiro na praia de São Julião, onde vive há 15 anos, com um sentimento de dor, pela recente perda da sua referência familiar e poética, mas ao mesmo tempo sereno, movido pela inspiração e esperança para encarar o futuro com firmeza e honrar o legado poético, deixado pelo seu pai.

Numa sala rodeado de instrumentos musicais, Nuno Barroso, aceitou conversar, recordar e sonhar.

Obrigado por me receberes, é uma honra partilhar contigo memórias de um homem que muito deu a cultura em Portugal e que tu com certeza as irás perpetuar.

FOCUSMSN: Nuno, fala-me da tua infância, como e onde a passaste, os amigos, onde estudaste, as brincadeiras, eras um jovem rebelde? Fala-me de ti.

Nuno: Tive uma infância relativamente boa, nasci em Oeiras, cresci em Carcavelos, mas a primeira fase da minha vida passei-a no bairro de Caselas, perto do Restelo, estudei na Voz do Operário na instrução primária, na Ajuda, e depois mudamo-nos para Carcavelos onde a minha mãe também tinha uma casa, aí estudei na preparatória e secundária. 

Foi uma infância muito feliz dividida entre Carcavelos e Riachos (Torres Novas), sempre com o Ribatejo no coração, onde era a casa de família do meu pai e eu, ou estava com ele ou com a minha mãe.

F: Eras rebelde…

Nuno: Sim, fui um jovem rebelde, mas criativo, gostava de estar com os amigos, de andar pela rua, de brincar, de dar voltas de bicicleta, era louco por jogar futebol, sempre fui traquinas, parti várias vezes a cabeça nas minhas brincadeiras, fazia trinta por uma linha (rs).

F: Sentes saudades desses tempos, que sentimentos de nostalgia te trazem à memória?

Nuno: Sinto muita nostalgia desses tempos, de ser jovem, de não ter as responsabilidades que tenho hoje. Foi nessa altura que a música começou a mexer comigo, o facto de estar rodeado de instrumentos musicais, como podes ver aqui na sala, foi o catalisador que precisei para seguir os meus sonhos.

F: Quando decidiste que os querias realizar?

Nuno: Foi na secundária em Carcavelos, que surgiu o meu primeiro projecto musical, chamou-se Anubis, tinha 14 anos, antes disso já fazia alguns espectáculos nas escolas da linha de Cascais, e desde aí nunca mais parei, recordo um concerto para crianças de escola, em que imitei o Michael Jackson (rs)

F: Que importância teve a tua mãe na tua evolução como pessoa e se também te apoiou no teu percurso profissional?

Nuno: A minha mãe foi das pessoas que mais me ajudou e impulsionou para seguir a carreira artística, curiosamente eu entro no mundo da música através da minha mãe. Quando eu estava no 9º ano, ela percebeu que eu estava interessado e ligado à área musical, eu até tinha escolhido a área de saúde, tive também uma breve passagem por economia, mas ela colocou-me numa escola profissional de artes no Estoril.

Na altura os professores dessa escola tinham pertencido a orquestra de Moscovo, tinham ido tocar a Gulbenkian,  acabaram por pedir asilo político, e ficaram em Portugal. A partir daqui deu-se a transformação total na minha vida em termos académicos e profissionais.

F: Como surgiu esse teu amor incondicional pelo Belenenses?

Nuno: Eu morei no bairro de Caselas, o meu avô e o meu pai levavam-me a assistir aos jogos no Restelo, comecei a frequentar as piscinas do clube com cerca de cinco anos, mas como não era do meu agrado, mais tarde inscrevi-me no futebol.

Entrei num torneio inter-escolas pela Voz do Operário que vencemos, o Belenenses convocou-me para os treinos de captação e por lá fiquei a jogar futebol, dos sete aos dezassete anos e depois ainda joguei no Estoril-Praia.

O meu amor incondicional ao Belenenses vem desde muito cedo, por ter passado toda a minha juventude ligado ao clube, desportivamente falando, acompanho a sua vida, embora a maioria das vezes à distância, compus a marcha do ‘Belém’, o meu pai compôs o hino, que foi gravado em Riachos, no nosso estúdio chamado ‘Quinta da voz’. É assim, sempre que posso ajudo naquilo que me pedem.

Curiosamente eu e o meu pai cantámos no CCB no Centenário do Clube, no grande auditório, foi dos últimos espectáculos em que cantamos juntos e mesmo estando muito debilitado, ele não quis deixar de estar presente. Foram momentos que nunca irei esquecer.

F: Fotografei o teu pai no Restelo aquando da festa de subida de divisão em 2013, em que também estiveste presente, e novamente em 2019 na gala do Centenário. Mesmo debilitado o teu pai fez questão de estar no CCB. Diz-me o que representava para ele o Clube e ser Belenenses e se costumavam falar acerca disso?

Nuno: O meu pai, levado pelo meu avô, começou a frequentar o Restelo naqueles gloriosos anos, em que o Belenenses lutava por títulos nacionais e enchia o estádio. Mas para além disso havia outros factores que faziam com que o meu pai levasse o Belenenses no coração.

O Belenenses está ligado a portugalidade, ao expansionismo, a Cruz de Cristo representa a fé e era a Cruz que ondulava nas velas dos navegadores, ver o Tejo das bancadas, era um simbolismo muito forte.

O Belenenses representa desportivamente toda a glória de um país nas suas formas de arte, de cultura e dos descobrimentos, como o meu pai foi muito ligado às questões do mar e do rio Tejo, compôs muito sobre isso, viu talvez no Belenenses uma fonte de inspiração músical, paralelamente ao aspecto desportivo.

É um amor que tem passado gerações.

F: Como foi crescer ao lado de um pai que era uma figura pública muito querida, um homem da arte e da cultura. Sentias-te orgulhoso? Ele era muito exigente contigo? Que conselhos te dava?

Nuno: Crescer ao lado de uma figura pública é realmente diferente do normal, tive que ter mais cuidado no que dizia e fazia para que isso não me pudesse prejudicar a mim e beliscar a carreira do meu pai.

Ele nem sempre estava presente, por vezes ausentava-se em tournée, mas quando comecei a poder ir com ele muita coisa mudou, ajudou-me a conhecer o mundo do espectáculo, os bastidores, os camarins e comecei logo a ver como as coisas se processavam. Toda aquela paixão do meu pai pelo palco, a envolvência com o público marcou-me profundamente. Ser filho de uma figura conhecida da arte e da cultura, é como tudo na vida tem coisas boas e más, mas no geral ajudou-me muito a crescer como pessoa e músico, o que foi positivo.

F: Orgulhoso do teu pai…

Nuno: Sempre tive orgulho no meu pai pelo seu trajecto, embora por vezes tivessemos discordado em algumas ocasiões, pois éramos diferentes na nossa maneira de pensar e de agir, mas sempre me aconselhou de forma a que eu tivesse os pés bem assentes na terra em relaçao à minha carreira, para não pensar que era um mar-de-rosas, que no mundo da música era muito dificil singrar, mas eu estava decidido e quis segui-lo.

F: Estavas decidido, era o mundo que querias abraçar. De que forma o teu pai te ajudou?

Nuno: Ajudou-me muito na minha carreira antes, depois e durante, era jovem e levou-me em tournée com ele durante três anos, aí pude aprender e experimentar vários instrumentos musicais, aliás foi o lançamento para largos anos de parceria. Foi quando comecei a tocar percussões, cavaquinhos, pianos, guitarra, fiz vozes, tudo sob orientação do meu maestro, mentor e ídolo.

F: Quando começaste a compor as tuas próprias músicas?

Nuno: Desde muito novo que comecei a compor e a tocar piano nos seus temas, fizemos algumas canções em parceria, umas vezes fazia a música e ele o poema e vice-versa, partilhamos sempre a paixão por criar, eramos ambos cantautores.

F: Mas querias seguir o teu próprio caminho…

Nuno: Sempre segui um trajecto individual, paralelo ao do meu pai, sempre quis ser independente, trilhar o meu próprio caminho e evitei que o meu percurso musical ficasse conotado ao nome do meu pai.

F: Por isso criaste os Alémmar?

Nuno: Sim, criei os Alémmar sem que soubessem que era filho do Pedro Barroso (rs). Durante anos os meus colegas não souberam e só quando comecei a editar os meus discos a solo é que ficaram a saber. Sempre quis fugir da comparação e também que dissessem que singrava na carreira por influência do meu pai.

F: Querias ter sucesso por mérito teu…

Nuno: Foi isso, queria ter sucesso por méritos próprios embora sempre houvesse uma ligação muito forte e essa ligação está espelhada em muitos trabalhos que fizemos em parceria e que perdurarão para sempre. No último álbum fizemos dois duetos, partilhamos imensas músicas ao longo da minha carreira, tanto nos meus discos como nos dele.

F: Tens algum trabalho em perspectiva para ser editado em breve?

Nuno: Vai sair em breve um álbum que se irá chamar ‘Novembro’, é um álbum do meu pai em que eu gravei os pianos. Em relação a mim estou em duas frentes, a compor para os Alémmar e também para a minha carreira a solo, saiu há pouco tempo o single ‘Mundos cruzados’ dos Alémmar. Hoje acabei de escrever a canção ‘O último trovador’, dedicada ao meu pai.

F: O teu estilo de compor é idêntico ao do teu pai?

Nuno: Sempre senti uma grande diferença entre mim e ele na forma de arranjar os temas, ele usava um estilo minimalista na composição, poucos arranjos e muito pensados, de modo a que se pudesse ouvir o silêncio, era um pensador, um trovador, de voz melodiosa, forte mas suave. Era uma voz de uma textura fascinante, para mim uma das melhores vozes da música portuguesa, foi uma honra partilhar o palco com ele.

F: Ele sabia como conquistar o público…

Nuno: Tinha uma enorme personalidade poética, grandiosidade e sensibilidade, sabia fazer vibrar uma plateia com emoções, com palavras, a música era o veículo para a beleza dos poemas e isso está cada vez mais ultrapassado, a expressão das palavras caiu em desuso, cantava Portugal, o mar, as mulheres, a paixão, o amor, etc

F: Sentias que o teu pai procurava a perfeição?

Nuno: Sempre procurou a beleza das coisas, encontrar o belo, a arquitetura das palavras, encontrar o Jardim de poetas, que ele tanto falava e construir o Templo da beleza. Neste aspecto o meu pai foi um navegador do futuro, um navegador das palavras, procurando sempre algo que fizesse mais sentido que a razão, foi muito crítico socialmente e muito interventivo, não se calava, gostava de dar a sua opinião, sempre numa visão construtiva, sempre com intenção de melhorar.

F: Foi nestas premissas que foste construindo a tua carreira?

Nuno: Exactamente, fomos construindo a nossa carreira, ele claro ja com ela consolidada, eu iniciando o meu trajecto com os Alémmar e com projectos a solo, escrevi e compus para ele e outros artistas, trilhei o meu caminho como Nuno Barroso.

F: Tiveste êxito imediato ou demorou a atingir o patamar que pretendias?

Nuno: Recolhi alguns êxitos logo no inicio da minha carreira, nomeadamente com os Alémmar, com músicas como ‘Deixa-me olhar’, ‘Já não há mais baladas’, ‘Mais um dia’, ‘Acreditar’, ‘A vida dá muitas voltas’, ‘Poeta solitário’, ‘Só tu podes ser’, entre outros, canções que as pessoas cantam por Portugal fora em diversas situações. O disco ‘Deixa-me olhar’ permaneceu durante cinco meses no top um das rádios nacionais.

F: Qual a música que o teu pai tocava que mais te marcou, que mais te fazia sonhar e que sonhos ficaram por realizar?

Nuno: Uma das canções que sempre gostei muito de o ouvir cantar era ‘Viva quem canta’, e claro também ‘Cantarei’, ‘Menina dos olhos d’água e ‘Pedra filosofal’. Um sonho ficou por realizar, foi o de fazer com ele um disco de piano e poesia, talvez o faça um dia a solo para o homenagear.

F: O teu pai sempre foi fonte de inspiração para ti mas o teu estilo musical é diferente, tens um estilo pop/rock nos Alémmar e a solo não és um trovador e nem cantor de intervenção. Achas que os estilos teu e do teu pai se completam, são divergentes ou tem pontos comuns?

Nuno: Somos estilos diferentes na forma de cantar, divergentes mas ao mesmo tempo com pontos comuns, eu tenho um timbre de voz que ao longo do tempo foi-se aproximando da do meu pai, embora eu tenha mais agudos e ele tivesse mais graves.

F: E na escrita?

Nuno: Em relação aos poemas, tenho alguns que são muito parecidos com o estilo do meu pai, o próximo trabalho a solo que estou a preparar, vai ter uma dose maior de intimismo, aproximando-me em alguns trechos do estilo dele. Muito diferentes são as músicas que componho e canto nos Alémmar que tem características musicais completamente distintas, mais pop/rock.

F: Cresceste numa época musical diferente…

Nuno: Sim, apesar dos pontos comuns, eu tenho uma obra que considero bastante boa tanto a solo, como com os Alémmar, uma discografia rica e premiada, com alguns discos de Ouro. Cresci numa geração pop/rock, o meu pai abraçou um estilo mais tradicional, mais intimista, mais acústica que particularmente gosto e me fascina. Vamos ver o que vai acontecer num próximo trabalho.(rs)

F: Sinto-te empolgado, o que estás a pensar fazer, queres revelar?

Nuno: Estou a pensar em o homenagear, aproximando-me da sua forma de pensar, de falar e cantar, honrar o seu legado, tentarei dar o melhor de mim cantando algumas coisas dele, nos próximos espectáculos a solo ou quem sabe até também nos Alémmar, fazendo alguns arranjos, numa homenagem à carreira dele, ao autor, ao poeta, no fundo dedicá-lo ao meu pai.

F: Como surgem os Alémmar?

Nuno: Surgem como evolução do projecto Anubis criado em 1991, eramos muito jovens, começamos a ter algum sucesso, os concertos começaram a ter muito público, era uma banda de culto da linha de Cascais,  a uma dada altura resolvemos então mudar o nome da banda para Alémmar, em 1996, porque tinha mais a ver com Portugal.

Quando em 1991 reuni um grupo de músicos, começamos logo a fazer ensaios e a coisa foi-se tornando cada vez mais séria. Logo no início disse aos meus colegas, que isto ía ser a minha vida, motivei-os para não faltarem aos ensaios, a estudarem e a investir na música (rs). Tinha 14 anos na altura e foi uma evolução muito bonita, muito ‘naíve’ de amor à criação e à arte.

Mais tarde os Alémmar passaram a ter a sua ‘base’ em Riachos (Torres Novas) onde ensaiamos, nesta fase editamos em 1997 o álbum ‘Carolina, de onde saíram os singles “Deixa-me Olhar” e “Já não há mais baladas”. Em 1999, lançamos o segundo álbum, ‘Viver’, onde se destacam os singles “Ordem Natural”, “Olhares Cúmplices” e “Império em Chamas”.

Depois de alguns anos em ponto-morto, regressamos em 2006 com o álbum ‘Acreditar’. A música ‘Deixa-me olhar’ foi adoptada pela TVI para título e canção de uma das suas novelas.

F: Tens uma carreira a solo e esporadicamente actuações com os Alémmar porque é que os Alémmar nunca foram uma banda com um trajecto contínuo?

Nuno: Os Alémmar são uma banda de sonoridade ligada ao pop/rock e de algumas baladas, quando eu componho canções dentro deste estilo, são os Alémmar que a interpretam. Não fazia sentido eu compor fados ou o estilo de música do disco ‘Música mundi’ e cantá-los nos Alémmar, que tem sonoridades alicerçadas na bateria, guitarra acústica, eléctrica, teclado, etc., eu a solo tenho maior liberdade para cantar e tocar outros estilos musicais e maior versatilidade na utilização de outros instrumentos.

F: O Nuno Barroso e os Alémmar têm estilos musicais distintos?

Nuno: Sim, temos estilos distintos e caminhos diferentes a percorrer, durante o meu percurso a solo também componho para outros artistas, o que enriquece o meu trajecto, acabei de compor um fado para a Dora Maria, ja escrevi para a Yola Dinis, no álbum de duetos que compus a solo, trabalhei com muita gente de diversas áreas da música e isso é algo que me enriquece.

F: Isso não será um dilema…

Nuno: Tenho vários dilemas (rs) não fosse eu poeta ou seja, sou pianista de formação, compositor, ao mesmo tempo tenho uma banda (Alémmar), a par das minhas ambições autorais que por vezes não se enquadram no estilo da banda (rs), como sou o compositor das minhas obras, vou utilizando os mecanismos que tenho para escoar a minha criação autoral. Acima de tudo sou um cantor, compositor e pianista.

Neste momento com os Alémmar, um grupo de excelentes músicos juntos há largos anos, estamos a trabalhar afincadamente para em breve anunciarmos uma tournée pelo país e dar com certeza muitas alegrias aos fans.

F: Os anos vão passando e a vida começa a ter altos e baixos, em termos profissionais quais foram os teus momentos altos e os momentos baixos?

Nuno: Obviamente na vida de um autor, cantor, pianista, poeta, esses momentos fazem parte da nossa vida de artista, não se pode ser sempre número um (rs), já fui número um, cem, dez, cinco, são as diversas fases da nossa vida, onde há alturas que obtemos mais reconhecimento do público em detrimento de outras. Não trabalho apenas pelo reconhecimento mas pelo gosto que tenho pela profissão que abracei. Adoro produzir obra e esse vai ser o meu legado. Também pintei diversos quadros e cheguei a fazer algumas exposições (rs).

A minha necessidade de criar é natural, é assim que me sinto bem, o amor à arte ter-se tornado também em profissão, deixa-me feliz e realizado.

F: Como estas a viver este momento atribulado da pandemia do Covid, tens tido muitos espectáculos cancelados?

Nuno: Devido à situação pandémica que atravessamos, muitos concertos foram cancelados, cerca de trinta e cinco, e não sei quando serão retomados, tenho conversado com a agência que cuida da minha agenda, a ‘Simples aplauso’, e vamos ver o que acontece num futuro muito próximo.

Obrigado Nuno por me teres recebido. Foi um prazer enorme ter conversado contigo.

Foto: Nuno Barroso (Arquivo)

Single de regresso:

Disco TOP 1, durante mais de 5 meses, no airplay das rádios nacionais:

Discografia

Alémmar:

1998: Álbum – “Alémmar” (Disco de Ouro nesse ano)

1999: Álbum – “Viver”

2007: Álbum – “Acreditar”

2020: Lançamento do single – “Mundos Cruzados” (single de regresso)

Em nome próprio, Nuno Barroso:

2001: Álbum – ”Mistério sem Fim”

2006: Álbum – ”A vida dá muitas voltas “

2011: Álbum – “Música Mundi” (piano)

2014: Álbum – ”Coração Rebelde”

2018: “Amigos & Duetos” (Disco de ouro em 2019)

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