Os Vai e Vem, em entrevista ao Grupo Chiado, falam do passado, do presente e de projectos para o futuro

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De “banda de liceu” às playlist das principais rádios nacionais e à banda sonora de novela. Conheça o percurso dos Vai e Vem.

GC – Como se conheceram e como surgiu a ideia de criar uma banda?
VV – Nós conhecemo-nos há, mais ou menos, dez anos, quando surgiu a ideia de criar uma banda na altura do secundário. Queríamos ser a “banda do liceu”, como nos filmes. E acabámos por conseguir, foram tempos incríveis.

GC – Porquê a escolha do nome Vai e Vem?
VV -O nome é literal, provém da ida e volta dos projetos que tivemos. Nós fizemos parte de vários projetos, com várias pessoas, sendo que os dois fomos os que estivemos sempre presentes, até que acabámos por ficar só os dois. Daí o nome: surge do vai e vem da vida e dos projetos.

GC  Como caracterizam o vosso estilo musical? 
VV – A melhor maneira de nos caracterizar talvez seja dizer que nós cantamos as nossas ‘estórias’. O estilo é um bocadinho indefinido, anda algures dentro do pop, mas gostamos muito do som acústico. O certo, é que é em português!

GC – Ao contrário de um projeto anterior que tinham – Black Panoramic- este projeto é totalmente em português. Porquê esta mudança?
VV – Teve sem dúvida a ver com a nossa maturidade. Com o passar do tempo e dos anos, e com o amadurecimento musical e pessoal, vamos acreditando e gostando de coisas diferentes. E, neste momento, acreditamos que se vivemos as nossas ‘estórias’ em português, devemos cantá-las em português e nós achamos que não há língua mais bonita para se contarem ‘estórias’ do que a língua portuguesa, não é?

Vai e Vem

Os Vai e Vem são a dupla, de Vítor Lusquiños e Diogo Ferreira, que nasceu da vontade dos dois jovens por fazer música em português. O duo musical promissor já conquistou as duas maiores rádios nacionais e a ficção nacional com o single de estreia – “Esse Amor”. Em breve, este e os outros temas originais, traduzir-se-ão num álbum. 

Vai e Vem

GC – O que mais difere este novo projeto do anterior?
VV – Sem dúvida, que o que difere é que isto já não é uma banda de garagem. É profissional, é o real início da nossa carreira, já para não dizer que, é em português e, sem dúvida, que não tem nada a ver com indie rock que era o que caracterizava o projeto anterior.

GC – Em relação às músicas, ambos ajudam na criação das letras?
VV
– Sim. As músicas são escritas pelos dois. Seja a base de um ou do outro, as músicas têm sempre toques dos dois porque isso é o que dá o som final que é o que escutamos quando ouvimos os Vai e Vem.

GC – O que vos inspira?
VV – Sem dúvida alguma, as nossas ‘estórias’ e de quem nos é próximo. As nossas músicas contam sempre ‘estórias’ que, de facto, aconteceram mesmo que, às vezes, não seja de forma literal. 

GC – O que pretendem transmitir com as vossas músicas?
VV – A nossa música tem muito a ver connosco pois, são ‘estórias’ nossas ou passadas por gente à nossa volta como amigos, família, etc. Mas o que nós queremos mesmo transmitir é algo que as pessoas quando ouvem, se identificam porque, no fundo, somos todos iguais. Aquilo que nós passamos, há sempre alguém que passa pelas mesmas situações e pelas mesmas dificuldades. Nunca estamos sozinhos e isso, sem dúvida, é o que queremos transmitir, para que as pessoas oiçam a nossas músicas e se identifiquem com elas. 

GC – Dois dos vossos singles estão a passar nas duas principais rádios nacionais, um, inclusive, em novela. O que siginifica para vocês?
VV – É um orgulho enorme para nós, as primeiras vitórias depois de tantos anos a lutar! É sinónimo de um voto de confiança que nos deram para nos dizerem que estamos a ir no caminho certo e significa que o trabalho e o acreditar compensam. Por isso, isto é só o início, agora é trabalhar e aprender sempre mais.

GC – Qual é o vosso ou os vossos próximos objetivos?
VV – Para já, o nosso objetivo principal é lançar boa música para que as pessoas possam ouvir, gostar, partilhar e eventualmente querer ver ao vivo. Agora isso é um bocadinho difícil, devido à pandemia, mas estamos a trabalhar para lançar novas músicas e até fazer um álbum.  

GC – Agora, de quarentena, como correu? Conseguiram conciliar e continuar a escrever e produzir novos temas? 
VV – Foi um bocado mais difícil criar conteúdos nestes tempos de quarentena, principalmente porque a nossa cidade – Felgueiras – foi uma das primeiras a ser afetada pelo vírus e então nós tivemos de ter muito mais cuidado. Estivemos muito tempo separados, sem tocarmos nada juntos, nem criarmos nada em conjunto e foi assim um bloqueio musical um bocado grande. Mas continuámos a trabalhar à distância e a fazer com que as coisas resultassem e, eventualmente, resultaram.

GC – Têm já alguns novos temas da vossa autoria ainda na gaveta?
VV – Temos vários! Portanto, fiquem atentos pois nos próximos tempos vão surgir novidades.

GC – Entre essas novidades, está a participação da Ana Vilela. O que nos podem desvendar sobre esse tema?
VV-É um tema com uma vibe um pouco diferente dos outros que lançámos até agora. Foi produzido cá, em Portugal, pelo Johnny Barbosa e fala sobretudo de ser-se bonito por dentro e, não, só por fora.

GC – Que mais consideram importante dizer/partilhar com o público para que vos fique a conhecer melhor?
VV – As nossas músicas falam por nós e nós não somos muito diferentes das pessoas que ouvem as nossas músicas. Somos pessoas genuínas que escrevem as suas ‘estórias’ e gostávamos muito de ter uma oportunidade por parte de toda a gente, que oiçam a nossa música pois vão encontrar semelhanças com as suas próprias vidas e isso é essencial para que a música toque as pessoas.

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