Os ícones da música pop BTS acabam de lançar o seu quinto álbum de estúdio, Arirang. Após aproximadamente três anos e nove meses, o reencontro da banda assinala um momento decisivo, destinado a ficar gravado na história da cultura pop.
Arirang é um álbum que sintetiza a identidade dos BTS e a universalidade das emoções que vivenciam. O grupo tem, de forma consistente, entrelaçado as suas próprias histórias na música, expressando uma autenticidade inabalável moldada pela sua evolução da adolescência para a juventude, o que lhes permitiu criar uma ligação profunda com ouvintes em todo o mundo.
Os sete membros refletiram cuidadosamente sobre a mensagem e a visão musical que pretendiam transmitir com Arirang, procurando uma narrativa que melhor represente os BTS na atualidade. Neste processo, o seu foco regressou às origens — a sua identidade enquanto banda que nasceu na Coreia do Sul.
Essa reflexão conduziu-os a “Arirang”, uma canção profundamente enraizada na memória cultural coreana. O álbum inspira-se em “Arirang“, uma canção tradicional coreana que, ao longo de gerações, simboliza temas como a distância, a saudade e a resiliência, sendo também reconhecida como uma das primeiras canções coreanas gravadas nos Estados Unidos, em 1896, por homens coreanos em colaboração com a etnóloga norte-americana Alice Fletcher. A canção transporta emoções que ressoam através de culturas e línguas, e Arirang amplia esses sentimentos numa narrativa universal que transcende gerações e fronteiras.
Os BTS refletem sobre o percurso que fizeram até ao momento, canalizando as suas experiências e pensamentos em 14 temas que traçam um retrato musical do grupo tal como ele é hoje. A primeira metade do álbum estabelece um tom poderoso: de “Body to Body”, um hino vibrante pensado para celebrar com os fãs ao vivo, a “Hooligan”, que acompanha o seu percurso pioneiro para inspirar outros. Seguem-se “Aliens”, que capta a identidade única e as aspirações do grupo na forma como se relaciona com o mundo, o regresso intenso marcado por “FYA”, e a evolução atual do grupo em “2.0”.
No centro do álbum, o interlúdio “No. 29” apresenta o som ressonante do Sino Divino do Rei Seongdeok. O que se segue é uma vasta paisagem emocional: a determinação de avançar perante as marés da vida (“SWIM”), a resiliência necessária para enfrentar os ciclos intermináveis da existência (“Merry Go Round”) e emoções profundamente pessoais, mas universalmente reconhecíveis, vividas dentro e fora de palco (“NORMAL”). A segunda metade do álbum reflete ainda o impulso de viver a vida de forma plena e livre (“Like Animals”), a confiança em simplesmente ser quem são (“they don’t know ’bout us”) e a intensidade da paixão (“One More Night”), antes de concluir com uma promessa sincera de compromisso (“Please”, “Into the Sun”).
Com os membros a liderarem a direção criativa e a ancorarem cada canção numa emoção genuína, esta abordagem prática garante que a sua marca pessoal está presente em todas as faixas. RM surge creditado em todas as canções, com exceção do interlúdio, enquanto SUGA e j-hope contribuíram para vários temas, incluindo “Body to Body”, “Merry Go Round” e “NORMAL”. Jimin participou em “they don’t know ’bout us” e “Into the Sun”, enquanto V contribuiu para “2.0” e “Into the Sun”. Jung Kook desempenhou também um papel importante na criação de quatro faixas, incluindo “Hooligan”. O álbum conta ainda com a participação de um conjunto de produtores e compositores de renome internacional, como Diplo, Ryan Tedder, Mike WiLL Made-It, Flume, Kevin Parker (Tame Impala), El Guincho e JPEGMAFIA.
O single principal, “SWIM”, centra-se na determinação de continuar a avançar através das várias marés da vida. Em vez de resistir à corrente, a canção apresenta a escolha de seguir em frente ao próprio ritmo como uma expressão de amor pela própria vida. Com RM a liderar a composição, a profundidade das suas letras confere maior autenticidade ao tema.
Relativamente à faixa, os BTS comentaram: “Uma canção que reflete a própria vida. Espero que ressoe com muitas pessoas à medida que vivem o seu dia a dia, aceitando cada momento como ele vem, avançando e continuando a nadar em frente. Quanto mais se ouve, mais acolhedora se torna, por isso espero que se transforme numa fonte de força ao longo da vida das pessoas. Tal como a canção tradicional ‘Arirang’, que foi transmitida de geração em geração e permaneceu no coração das pessoas, espero que ‘SWIM’ também se mantenha próxima do coração de todos durante muito tempo.”
O videoclipe de “SWIM” decorre a bordo de um navio que navega por um mar sem fim. O navio representa um espaço simbólico de cura e crescimento. No interior, uma mulher debate-se com momentos de dúvida e dor, enquanto os sete membros permanecem ao seu lado como fontes discretas de apoio. Com o tempo, ela reflete sobre si própria e encontra forças para seguir em frente novamente. Através destas cenas simbólicas, o vídeo retrata de forma subtil uma jornada de errância e recuperação.