‘Qué He Sacado Con Quererte’ é o segundo single de avanço de Mísia

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O segundo single que antecipa o lançamento do novo álbum de Mísia, intitula-se Qué He Sacado Com Quererte e chega no próximo dia 8 de abril. Mísia interpretou pela primeira vez esta canção em Buenos Aires, no Centro Cultural Kirchner no ano 2017.

Um clássico firmado pela genial cantora chilena Violeta Parra que aborda a eterna desilusão do amor. Para Mísia, este tema tem “uma ambiência quase xamânica, que decidi conservar”. Com arranjo de Ricardo Dias e interpretações arrebatadoras do guitarrista Bernardo Couto e do pianista Fabrizio Romano, esta versão mantêm a força hipnótica da melodia e apoia na perfeição a dramática intenção da voz de Mísia. 

Animal Sentimental. Trata-se de um projeto multidisciplinar que conta, canta e realça o percurso da artista que revolucionou o Fado tradicional. Mísia não é apenas um dos mais preciosos tesouros do nosso panorama musical, é também uma das mais aventureiras e inovadoras artistas do Fado, uma voz que nunca esqueceu a tradição e que soube sempre integrar na sua obra os sinais que a vida lhe trouxe. Os sentimentos, essa inefável matéria que inspira poetas e artistas de tantas outras áreas, são tesouros que não pesam senão na alma. Mísia sabe bem disso. Esta artista mulher, fadista sonhadora, cantora atriz, contadora de histórias suas e alheias, é a primeira a admitir que é um animal sentimental. Abre agora um novo capítulo de uma carreira que se estende por três décadas e que tem amplo reconhecimento internacional – Animal Sentimental.

Um livro que será feito de episódios poéticos e momentos cómicos e sentimentais, de pequenas tragédias, de um caminho longo de vida que recua às memórias de infância e que, a partir de 1991, começou a ser fixado em discos de crescente sucesso e ambição artística. Mas por detrás deste livro está um processo de curadoria musical e é assim que nasce o álbum.

Um álbum, também este guiado pela própria Mísia em parceria com Wolf-Dieter Karwatky, premiado produtor com 50 anos de carreira que tem trabalhado com alguns dos maiores nomes da música clássica, colecionando Grammys e somando projetos de sucesso carimbados pela Deutsche Grammophon.

A cada uma das peças, Mísia entrega-se sem reservas, tomando cada canção um espelho que reflete esses tais sentimentos que a carregam e que ela mesmo carrega, denotando uma inteligência interpretativa singular, refinada por uma séria postura artística que sempre a diferenciou. Na capa, esse lado singular, captado pela pintora francesa Anne-Sophie Tschiegg, porque só uma artista consegue mostrar o rosto verdadeiro de outra artista.

E, por fim, o espetáculo de 27 de Maio no Museu do Oriente, em Lisboa. A oportunidade para um aguardado reencontro com o público numa proposta única de visitar o fascinante universo criativo de Mísia. Neste espetáculo, a artista reúne em cima do palco, as histórias e as canções, mas também os sentimentos, emoções e experiência de uma mulher que viajou o mundo, cantando-o em português e reunindo memórias únicas, nunca antes partilhadas publicamente.

Afinal, o palco é o habitat natural de qualquer animal sentimental.

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