330 mil pessoas passaram pela cidade do rock

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A 11.ª edição do Rock in Rio Lisboa chegou ao fim confirmando a consolidação do Parque Tejo e a sua afirmação como um dos maiores festivais da Europa e do mundo e uma das mais relevantes plataformas internacionais de música, entretenimento, comunicação e promoção turística no mundo.
Durante quatro dias, Lisboa voltou a assumir-se como uma das grandes capitais mundiais da música e turismo, recebendo 330 mil visitantes, provenientes de 127 países, que viveram uma edição marcada por grandes concertos, experiências inovadoras, momentos inesquecíveis e uma enorme projeção internacional da cidade e de Portugal.
Para além do público muitas equipas trabalharam para que tudo corresse da melhor forma na 11ª edição do Rock in Rio Lisboa: cerca de 340 empresas e 17.000 credenciados contribuíram para esta edição histórica, que com quatro palcos proporcionou 52 horas de música e entretenimento par todos os gostos e idades.
Para assegurar a proteção, a segurança e a limpeza do festival, a Câmara Municipal de Lisboa mobilizou quase 1.000 elementos da Polícia Municipal, do Regimento de Sapadores Bombeiros, da Proteção Civil e da Higiene Urbana. Por sua vez, a Prosegur destacou cerca de 500 profissionais de segurança, sob a coordenação de um coordenador-geral de segurança e de 17 supervisores, garantindo uma supervisão rigorosa e eficaz de toda a operação.
Foi ainda realizado durante os quatro dias de festival um Inquérito de Pluralidade Rock in Rio Lisboa 2026 que resultou num processo de escuta a mais de 5000 que indica que as mulheres continuam a ser o maior publico do festival (62%) e as faixas etárias mais representadas foram os 25 aos 34 anos (28%), os 18 aos 24 anos (27%), os 35 aos 49 anos (26%) e os 50 aos 59 anos (13%). A presença do público com mais de 50 anos permite observar a dimensão intergeracional do festival e compreender de que forma diferentes gerações ocupam, percebem e participam no mesmo espaço cultural.
Neste inquérito, as dimensões relacionadas com pertença, segurança, diversidade, inclusão, informação e lineup obtiveram classificações favoráveis e consistentes. Entre os indicadores mais relevantes, destaca-se o facto de 87,4% das pessoas terem respondido “Muito” ou “Extremamente” quando questionadas sobre se se sentiram à vontade e respeitadas. 77% avaliaram o lineup como “Muito” ou “Extremamente” diverso em estilos, perfis e gerações. A informação disponibilizada antes e durante o evento foi considerada “Muito” ou “Extremamente” acessível e compreensível por 70,3% dos participantes.
A forte aprovação da 11.ª edição ficou igualmente refletida nos diferentes estudos de avaliação realizados durante o festival. De acordo com o estudo de satisfação da Marktest, o Rock in Rio Lisboa alcançou uma classificação média de 8,29 valores, superior à registada na edição anterior. O mesmo estudo revela ainda que 93,2% dos visitantes que já tinham participado no festival consideram que a edição de 2026 melhorou ou manteve o elevado nível de qualidade da edição de 2024, destacando sobretudo a evolução da organização, a nova configuração da Cidade do Rock e as infraestruturas.
As avaliações da segurança, das infraestruturas sanitárias, da mobilidade, da organização do espaço, da cobertura de rede móvel e da acessibilidade registaram igualmente melhorias, demonstrando que o crescimento do festival foi acompanhado por um investimento consistente na qualidade da experiência proporcionada ao público. Paralelamente, o estudo da Multidados, realizado junto de cerca de 1.200 visitantes, conclui que 81,5% dos inquiridos manifestam a intenção de regressar à próxima edição do Rock in Rio Lisboa, reforçando os elevados níveis de satisfação e fidelização do público
O festival foi ainda distinguido pelos consumidores com o prémio Marca Recomendada, atribuído pelo Consumer Trust, na categoria Festivais de Música, Eventos e Concertos, reconhecendo a confiança e satisfação dos portugueses relativamente à marca. Este reconhecimento junta-se à liderança do Rock in Rio Lisboa no Portal da Queixa, onde ocupa o primeiro lugar na categoria “Festivais de Música, Eventos e Concertos“, com um Índice de Satisfação de 87,3 pontos, classificação “Ótimo“, e uma taxa de resposta e resolução de 100%.
No final daquela que foi a maior edição da sua história, foi também anunciado que o Rock in Rio Lisboa regressará ao Parque Tejo em 2028, nos dias 17, 18, 24 e 25 de junho, consolidando definitivamente este recinto como a casa do festival.
ROCK IN RIO LISBOA, POR UM MUNDO MELHOR
Na 11ª edição do Rock in Rio Lisboa mais de 60% das bebidas vendidas foram em modo refill contribuindo para a reutilização dos copos – e para a redução de resíduos e de produção de novos copos – evitando o desperdício de 10 toneladas de plástico. No total, foram produzidos 350 mil copos reutilizáveis e reaproveitados de edições anteriores mais de 20% dos copos devido ao seu processo de lavagem.
Com um foco na sustentabilidade, os bebedouros Intermarché espalhados pelo recinto evitaram o consumo de 90 mil garrafas de água, sendo que as garrafas de água vendidas no recinto pela Serra da Estrela são de plástico 100% reciclado. Nos quatro dias do festival foram vendidos quase 150 mil litros de cerveja (mais 34% que em 2024), 23 mil litros de refrigerante e 38 mil gelados.
A operação de mobilidade da 11ª edição foi resultante do esforço coletivo do Rock in Rio Lisboa com a Carris e mais dez parceiros de mobilidade – CP, Metro, Fertagus, Rede Expressos, FlixBus, TTSL – Transtejo Soflusa -, Carris Metropolitana, Telpark, Grupo Barraqueiro e Transportes Metropolitanos de Lisboa – tendo só o Shutlle Carris assegurado o transporte de milhares de pessoas em mais de 250 mil viagens nos quatro dias de festival, entre a Gare do Oriente e o Parque Tejo.
Relativamente ao número de transações processadas pela SIBS, foram realizadas mais de 560 mil operações nos quatro dias de festival, um crescimento de 17% face ao número de transações realizadas na última edição em 2024). Os dados traduzem uma adesão contínua dos visitantes às soluções cashless, com o ticket médio por transação. A esmagadora maioria dos cartões utilizados nestes dias de festival foi nacional (91%), sendo o valor médio gasto por cartão português de 32€. Cerca de 27% das transações realizadas no recinto foram efetuadas por MB WAY, consolidando o telemóvel como uma carteira digital por excelência para transações rápidas e seguras em ambiente de grandes eventos.
ATIVAÇÕES DE MARCA NA CIDADE DO ROCK
O épico Slide Nissan, uma das atrações mais emocionantes, contou quase 3.200 visitantes, que sobrevoaram a clareira do Palco Mundo e na experiência da Roda Gigante Tik Tok e Coca Cola participaram perto de 19.000 visitantes ao longo dos quatro dias de evento.
Para além dos concertos, a 11ª edição do Rock In Rio Lisboa ficou marcada por três grandes momentos de celebração coletiva. A estreia absoluta do The Flight – O Grande Espetáculo Aéreo protagonizado pela equipa de cinco pilotos da Yakstars que levou a emoção aos céus do recinto com manobras impressionantes e uma performance inédita para o festival. Os aviões fizeram um espetáculo de 12 minutos e 12 manobras, a uma velocidade máxima de 320 quilómetros por hora, sendo a proximidade média entre aviões de 1,5 a 2 metros e uma altitude entre 150 a 500 metros.
O Momento Força Portugal, apresentado pelo BPI em conjunto com a SIC, uniu o público em torno do apoio à Seleção Nacional abrindo diariamente sobre a multidão cerca de 2.500 metros quadrados de uma mega bandeira de Portugal e de uma camisola da seleção gigante. Já o Stage for Dreams foi um impressionante espetáculo audiovisual e pirotécnico que iluminou a Cidade do Rock e emocionou milhares de visitantes, culminando a jornada Road to Rock in Rio Lisboa e dando vida aos milhares de sonhos recolhidos ao longo dos últimos meses em várias cidades de Portugal e da Europa, que reforçam o posicionamento do Rock in Rio Lisboa como muito mais do que um festival de música.
A MÚSICA EM DESTAQUE NA 11ª EDIÇÃO DO RCK IN RIO LISBOA
Com os dois primeiros dias de festival absolutamente esgotados, a Cidade do Rock foi palco de momentos de grande emoção, diversidade musical e forte adesão do público. No primeiro dia, o Palco Mundo recebeu, entre outras, as atuações memoráveis de Katy Perry que passeou dentro de uma garrafa por cima da plateia e Pedro Sampaio que fez o maior cavalinho do mundo, tal como prometido. A energia estendeu-se aos restantes palcos, com destaque para ALOK no Music Valley, Audrey NunaNenaManinho e no Palco Super Bock com Bebe Rexha, Bárbara Bandeira, NAPA e Sofia Camara. O BacanaPlay Digital Stage voltou a afirmar-se como um espaço inovador dedicado à música e à cultura digital e novos talentos.
O segundo dia foi dominado pelo rock, com os Linkin Park a protagonizarem um dos momentos mais emotivos deste dia, acompanhados por Cypress Hill, The Pretty Reckless e Grandson. No Music Valley, a programação destacou a diversidade de estilos com Dealema, Sam The Kid com Orquestra e Orelha NegraP.O.D. e o emocionante concerto de despedida dos Sepultura em Portugal. Já no Palco Super Bock, Tara Perdida, Blasted Mechanism, Kaiser Chiefs e Hoobastank proporcionaram atuações que uniram diferentes gerações de fãs do rock.
Os dois últimos dias do Rock in Rio Lisboa 2026 destacaram a diversidade musical que caracteriza o festival, reunindo artistas de diferentes gerações, estilos e origens. No terceiro dia, o Palco Mundo encantou gerações ao som de Rod Stewart, Cyndi Lauper, Shaggy e 4 Non Blondes, num ambiente marcado pela nostalgia e pelos grandes êxitos que atravessaram décadas. O Palco Music Valley prestou homenagem ao rock português através da curadoria inédita dos Xutos & Pontapés, que juntaram GNR, UHF e Jafumega no projeto Classe de 79. O dia contou ainda com os concertos de Joss Stone, The Wailers, SYRO e Belo, além da atuação especial dos Katrina and the Waves no BacanaPlay Digital Stage.
O quarto e último foi dedicado à música contemporânea e às novas tendências globais. No Palco Mundo, destacaram-se nomes de referência do rap, hip-hop e afrobeats, como 21 Savage, Central Cee, Rema e Matuê. O Music Valley recebeu Filipe Ret, DENNIS, Carlão e Irina Barros, enquanto o Palco Super Bock encerrou a edição com atuações de Lola Índigo, CeeLo Green, Valete e Karetus. No BacanaPlay Digital StageTHE BOYS OF THE BANDS reuniu elementos de algumas das mais emblemáticas boys bands portuguesas numa atuação marcada pela nostalgia e pela celebração de várias gerações, numa despedida memorável, refletindo a diversidade artística e o espírito festivo que definem o Rock in Rio Lisboa.
Em 2028, o Rock in Rio Lisboa regressa ao Parque Tejo para mais uma imperdível edição, que se espera ser ainda mais especial nos dias 17, 18, 24 e 25 de junho.

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