Aline Frazão lança hoje o novo álbum “Uma Música Angolana”

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É hoje editado “Uma Música Angolana”, o novo álbum de originais de Aline Frazão, que será apresentado numa digressão internacional que tem início na Alemanha, no dia 10 de Março e passa pela Holanda e Suíça. Portugal recebe os primeiros concertos no Auditório de Espinho, no dia 26 de Março e no Teatro Maria Matos, em Lisboa, no dia 20 de Abril. Mais datas serão anunciadas em breve.

Em paralelo à apresentação deste seu novo trabalho musical, Aline Frazão encontra-se numa digressão mundial com a Companhia de teatro Delbono, do italiano Pippo Delbono, integrando o elenco da peça “Amore”.

Neste regresso aos discos com “Uma Música Angolana”, Aline Frazão traz-nos um trabalho cálido, vibrante e que materializa o regresso ao som colectivo de banda. Depois de “Dentro da Chuva”, um álbum a solo num tom mais introspectivo, o disco editado hoje é cheio de vitalidade e rico em sonoridades.

“Uma Música Angolana” é o quinto disco da cantora, compositora e produtora angolana, e navega entre vários ritmos de matriz africana, como a Massemba e o Kilapanga de Angola, o Batuku de Cabo Verde, o Soukous do Congo, o Afoxé e o Maracatu do Brasil – desconstruídos, reinventados, reivindicando-se aqui não só a origem comum a todos eles, mas também imaginando uma sonoridade nova de fronteiras perdidas, que se consolida sobre uma espécie de pátria imaginária feita de memórias rítmicas partilhadas, de lutas actuais e de celebrações necessárias e urgentes.

De todos os meus álbuns, este é talvez aquele ao que mais me dediquei como produtora musical na fabricação de uma sonoridade de fronteiras perdidas, mas ao mesmo tempo profundamente angolana. Reafirmar a minha paixão pelos ritmos de origem africana espalhados pelo mundo, reinterpretando, desconstruindo e inventando sem pudor, é certamente uma das minhas motivações. UMA MÚSICA ANGOLANA sou eu, também. UMA MÚSICA ANGOLANA é um universo sonoro possível de misturas e improvisações livres, dançadas numa batida que vem de dentro, de dentro do sentimento. Porque religar é preciso. Celebrar é preciso, apesar de tudo. Porque há coisas que a gente só entende com o corpo.

Aline Frazão

O disco conta com a participação do artista angolano Nástio Mosquito, do cantor brasileiro Vítor Santana e da violoncelista alemã Susanne Paul. Brisa Marques assina uma letra para melodia composta por João Pires, e o fadista Ricardo Ribeiro compôs uma canção para poema de Pedro Homem de Melo. Recupera ainda uma canção de Paulo Flores, com novo arranjo.

A produção ficou a cargo de Aline Frazão, que acompanhou o processo a cada momento, criando um álbum revelador da sua genialidade e singularidade.

No dia em que é editado o disco, Aline Frazão estreia também o videoclipe do tema “Luanda”, que espelha uma dualidade de sentimentos daquela que é a sua cidade.

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