John Legend, aunncia o seu 11º álbum de estúdio, ‘Muse’

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John Legend, artista e produtor multiplatinado e vencedor de um EGOT, anunciou o seu 11º álbum de estúdio, Muse, com lançamento marcado para 23 de outubro.

Produzido integralmente e coescrito por Pharrell Williams — músico vencedor de vários GRAMMY®, nomeado para um Óscar, realizador, filantropo e diretor criativo da linha masculina da Louis Vuitton —, Muse é o primeiro projeto que os dois artistas desenvolveram em conjunto ao longo de mais de duas décadas de amizade. Cinematográfico e exuberante, o álbum cruza diferentes vertentes da música negra, passando pelo gospel, standards, doo-wop, soul clássico, Afrobeat e hip-hop.

A acompanhar o anúncio, John Legend lançou “Daylight”, o primeiro single de Muse. O artista apresentou o tema ao vivo pela primeira vez na noite anterior, em Nashville, durante o especial America’s Tailgate, da CBS, que assinalou o arranque da temporada da NFL.

Muse revela uma faceta diferente de John Legend. Mais de duas décadas depois do início de uma carreira marcada por baladas que o público tornou suas, o artista decidiu criar um álbum que ninguém esperava — nem o próprio.

Acho que o meu repertório sempre foi muito diversificado, mas foram as baladas ao piano que tiveram maior impacto ao longo da minha carreira”, explica John Legend. “Queria alterar a fórmula e fazer algo fresco e novo.”

O projeto começou a ganhar forma depois da participação de Legend no álbum de regresso dos Clipse, Let God Sort ’Em Out, produzido por Pharrell. A voz de Legend no tema “The Birds Don’t Sing” inspirou Pharrell a imaginar um álbum construído em torno daquela interpretação.
Quando o Pharrell me ligou, pensei: vamos fazer isto”, recorda Legend. “Muitas pessoas provavelmente imaginariam que já tínhamos feito algo assim juntos, mas nunca tinha acontecido. Já estava mais do que na altura.”

Os dois juntaram-se em Paris, em janeiro de 2025, para escrever e gravar no estúdio de Pharrell na sede da Louis Vuitton, onde este assume o cargo de diretor criativo da linha masculina. Com referências que vão de Nina Simone a Nat King Cole e Marvin Gaye, o álbum combina uma estética clássica e cinematográfica com uma abordagem contemporânea.

“A ideia do Pharrell, desde o início, era criarmos algo com todos estes elementos clássicos e cinematográficos, com uma estética de ‘James Bond negro’, mas assente numa batida moderna”, explica Legend.

“Conseguimos ouvir traços meus e dele, mas soa a algo novo para ambos. No papel, a combinação entre mim e o Pharrell parece-me uma boa ideia. E o resultado é ainda melhor.”A colaboração foi antecipada pela primeira vez com “Pray For Ya”, um tema enérgico com influências gospel que integrou a banda sonora do desfile masculino Outono-Inverno 2026 da Louis Vuitton e, em junho, a campanha Moët Ice Impérial de Pharrell.

A diversidade de Muse atravessa todo o alinhamento. A faixa homónima abre o álbum e acompanha uma relação conturbada entre um homem e a sua musa, passando pelo desejo, compromisso e traição, tendo Paris e o universo da alta arte como cenário.

Não havia nenhuma pessoa específica ou explícita”, explica Legend. “Criámos uma personagem sobre a qual podíamos escrever livremente.”

O título do álbum remete também para as Musas da mitologia grega, as nove deusas associadas à música, ciência, literatura e artes.

Os nossos antepassados são as nossas musas”, acrescenta Legend. “A minha música sempre passou por canalizar aquilo que veio antes de nós, pegar no que nos foi deixado e criar algo novo.

Noutros momentos do álbum, “Her” inspira-se no doo-wop e no gospel com que Legend cresceu, dando forma a um retrato terno e nostálgico de uma paixão. Já “Get Back”, com Pharrell Williams, assume plenamente a estética cinematográfica de Muse, combinando soul, metais e arranjos de cordas.

“Are You OK?” transforma uma discussão amorosa numa demonstração de amor mais firme, entre sarcasmo e inteligência emocional, enquanto “Bodies On The Floor”, com os Clipse, transporta a linguagem da violência entre gangues para uma relação tão tóxica quanto magnética.

Muse é, acima de tudo, uma verdadeira colaboração, e entregar a Pharrell um nível tão elevado de controlo criativo exigiu uma relação de confiança diferente daquela a que Legend estava habituado.“Gravei algumas canções deste álbum que foram totalmente escritas por ele, algo que quase nunca faço”, revela.
Quando as misturas finais foram entregues, Pharrell enviou-lhe uma mensagem: “Obrigado por confiares em mim. Obrigado pela tua paciência.”

Não se trata de ganhar uma discussão ou de ego”, afirma Legend. “Trata-se de deixar a música ganhar. Todas as batalhas devem ser ganhas pela arte.

Há muitos artistas que chegam a uma determinada fase da carreira e deixam de criar coisas novas. Podemos simplesmente tocar os êxitos; podemos ficar na nossa zona de conforto”, acrescenta. “Mas acredito que é importante manter a mentalidade de que tenho de continuar a provar o meu valor. Queria que este álbum tivesse esse sentido de urgência, que parecesse algo que precisava de ser feito e que merecesse verdadeiramente a atenção do meu público.

Para além de MuseJohn Legend encontra-se também a trabalhar em Imitation of Life, um novo musical que chega ao The Shed, em novembro. Com texto da duas vezes vencedora do Prémio Pulitzer Lynn Nottage e encenação da duas vezes nomeada para os Tony Awards Whitney White, o espetáculo assinala a estreia de Legend na criação de uma banda sonora original para teatro. Legend e Mike Jackson assumem a produção através da Get Lifted Film Co.
Alinhamento de Muse
Muse (com Pharrell Williams)
Pray For YaHer IntroductionHer (com Pharrell Williams)
DaylightGet Back (com Pharrell Williams)
Are You OK? (com Pharrell Williams)
Under The Bridge Introduction
Under The Bridge
Next Time (com Pharrell Williams)
Bodies On The Floor – Taps Introduction
Bodies On The Floor (com Clipse)
Doing MeFireflies (com Pharrell Williams)
EverythingSail Off
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