Kraftwerk, ‘donos’ do synthpop, deram show no MEO Kalorama

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Os alemães Kraftwerk foram, para mim, os cabeça de cartaz do palco Colina no dia de abertura do Festival MEO Kalorama. Banda formada em 1970, onde pontifica Ralf Hütter como único membro fundador, entraram mudos e saíram calados, mas deixaram, às cerca de 30.000 pessoas que os assistiram, o perfume da verdadeira e ‘original’ música electrónica.

Os Kraftwerk são um sucesso musical de mais de 50 anos e continuam a atrair muita gente e em especial os jovens que lotaram o recinto, um fenómeno sem paralelo no que respeita ao synthpop.

Com uma sonoridade psicadélica, sons simples, mas com uma conjugação perfeita, apoiados também pelo visual sempre arrojado quer dos membros da banda como da animação no video-hall que os acompanha, com ilustações muito a propósito, os Kraftwerk encantaram e surpreenderam, isso mesmo continuam a surpreender.

Com o mítico álbum ‘The Man Machine’, editado em 1978, que guardo na minha discografia, os germânicos deram com ele o tiro de partida para uma longevidade inimaginável, onde dezenas de bandas inspiradas na sua sonoridade apareceram, desapareceram, algumas regressaram, caso dos New Order, mas eles mantiveram-se à tona ininterruptamente.

Recordo-me na época do lançamento do álbum ‘The Man Machine, poucos acreditávamos no futuro deste tipo de música apoiados apenas em sintetizadores, sem guitarras ou baterias, pensávamos que seria pontual, de pouca duração. O certo é que eles ainda aí estão vivos e actuais.

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