“A Hora do Chico!”, de João Severo e Rafael Sá Carneiro, venceu o Prémio MOTELX – Melhor Curta de Terror Portuguesa, numa distinção onde “Consumido”, de [carrozo] recebeu ainda uma Menção Honrosa.
O Prémio Méliès d’argent – Melhor Curta Europeia consagrou “Mancave”, do realizador norueguês Fredrik S. Hana. “No Rest for the Wicked”, do dinamarquês Kasper Kalle, foi o filme distinguido com o Prémio Méliès d’argent – Melhor Longa-Metragem Europeia.
Quanto ao Prémio MOTELX – Melhor Guião de Terror Português sorriu a Miguel Monteiro Rico com “Hóspede” e houve lugar ainda uma Menção Honrosa para
“A Ostra”, de Pedro Garrido. “Lexi”, filme de produção espanhola realizado pelo português Bruno Simões, foi o vencedor do Prémio Lobo Mau. E o Prémio do Público ficou nas mãos de “Gunman”, do argentino Cris Tapia Marchiori.
Mais um MOTELX que está a chegar ao fim. E logo este, tão especial, movido pela celebração dos 20 anos. A mais longa edição de sempre, que decorreu durante 11 dias no Cinema São Jorge e na Cinemateca Portuguesa, voltou a festejar o terror nas suas mais diversas formas e feitios, dentro e fora das salas de cinema.
Antes da sua conclusão, é tempo de anunciar os Vencedores desta 20.ª edição. Além do palmarés, revelamos desde já as datas do próximo ano: de 7 a 13 de Setembro de 2027, o terror vai regressar.
O Prémio MOTELX – Melhor Curta de Terror Portuguesa 2026, a maior distinção monetária para curtas-metragens nacionais (5000€), foi atribuído a “A Hora do Chico!”, de João Severo e Rafael Sá Carneiro, que sobressaiu na secção mais relevante do festival, onde constavam 10 filmes em competição.
O júri composto por Fernando Vasquez (programador), José Santiago (jornalista e programador) e Sandra Henriques (jornalista e autora) sublinhou a “ambição e maturidade” da obra, “uma viagem inquietante através de um passado pouco saudoso que se confunde, da melhor maneira, com uma realidade alternativa”.
Houve ainda lugar para uma Menção Honrosa para “Consumido”, de [carrozo], pelo “humor e cuidado estético, associado a uma economia narrativa que subverte a figura do predador e da presa”.
O mesmo júri foi também responsável por distinguir “Mancave” (Noruega), de Fredrik S. Hana, para o Prémio Méliès d’argent – Melhor Curta Europeia 2026, onde constavam 19 filmes em competição, “um filme que retrata uma ficção desconfortavelmente próxima da realidade, em que acompanhamos a viagem claustrofóbica de uma personagem em busca de respostas à ausência da sua cara-metade”.
Já o Prémio Méliès d’argent – Melhor Longa-Metragem Europeia 2026 foi atribuído ao título “No Rest for the Wicked” (Dinamarca), do cineasta Kasper Kalle, um filme que “cruza desejo, religião, repressão, beleza, amor e morte com uma elegância rara”, evidenciou o júri composto por Isilda Sanches (jornalista e divulgadora musical), Leone Niel (realizador) e Teresa Nicolau (directora cultural e cronista).
No que à escrita para cinema diz respeito, o júri composto por Catarina Araújo (guionista), Gonçalo Teles (argumentista, produtor e realizador) e Rita Benis (argumentista) consagrou “Hóspede”, de Miguel Monteiro Rico, para o Prémio MOTELX – Melhor Guião de Terror Português, “pela forma segura como desenvolve o ritmo e a progressão narrativa e, ainda, pela abordagem singular e perturbadora do body horror”.
O júri decidiu ainda atribuir uma Menção Honrosa a “A Ostra”, de Pedro Garrido, elogiando a “riqueza dos diálogos” e a “força das descrições”.
O júri Lobo Mau, composto por três jovens da Associação Passa Sabi — uma associação de raiz comunitária fundada pelos moradores do Bairro do Rego, em Lisboa, em 2014 —, Melissa Pereira, Simão Barbosa e Dinis Fernandes, decidiram premiar “Lexi” (Espanha), do realizador português Bruno Simões, na secção dedicada ao público mais jovem e às famílias.
Já o Prémio do Público MOTELX foi atribuído a “Gunman”, com realização e argumento do cineasta argentino Cris Tapia Marchiori.
Sobram ainda alguns cartuchos nestes 20 anos de MOTELX. Amanhã, domingo, dia 13 de Setembro, destaque para a Sessão Surpresa MOTELX – FilmTwist (21h15) e ainda para “Colony”, de Yeon Sang-ho (16h), “Pinocchio: Unstrung”, de Rhys Frake-Waterfield (23h45).