Napa, no Coliseu de Lisboa, a 30 de Janeiro

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Após uma noite de apoteose no Coliseu do Porto, onde o quinteto madeirense redefiniu o seu estatuto na música nacional, a digressão ruma a Lisboa já na próxima sexta-feira, 30 de janeiro. Com uma produção de luxo e convidados surpresa, restam poucos bilhetes para testemunhar a estreia da banda no mítico Coliseu dos Recreios.

Se havia dúvidas sobre a dimensão do fenómeno NAPA, a noite do último sábado, 24 de janeiro, dissipou-as ao som de um coro de milhares de vozes. O Coliseu do Porto não apenas recebeu a banda madeirense; rendeu-se a ela numa celebração de duas horas que ficará gravada na memória da cidade invicta. Agora, todas as atenções viram-se para a capital, onde a banda se prepara para replicar — e superar — este feito já na próxima sexta-feira.

Mais do que um concerto, o que os NAPA apresentaram no Porto foi a prova de maturidade de um projeto que transcendeu as fronteiras da “ilha jardim” e de Portugal. Em palco, o quinteto fez-se rodear de uma secção de sopros, percussão e um coro que conferiram uma nova grandiosidade e textura às canções dos aclamados álbuns “Senso Comum” e “Logo Se Vê“.

A energia contagiante de uma plateia maioritariamente jovem transformou o espetáculo numa catarse coletiva. Momentos como a interpretação de “Infinito” (com a aparição surpresa de Van Zee) e “Assim, Sem Fim” (com a doçura de Silly) elevaram a fasquia do espetáculo. A presença do produtor e músico André Santos em “Areia” trouxe o virtuosismo instrumental que cimenta a qualidade musical do grupo.

O ponto alto da noite, contudo, transcendeu o alinhamento. O hino incontornável “Deslocado” surgiu renovado, com um arranjo coral arrepiante, cantado em uníssono por um Coliseu esgotado — um momento de comunhão rara entre artistas e público que promete ser ainda mais intenso na acústica única do Coliseu dos Recreios.

O espetáculo culminou numa homenagem às raízes, com “Vasse La Lem” a fechar a noite, lembrando que, embora os NAPA sejam hoje um fenómeno global, o coração da banda continua a bater ao ritmo da Madeira. Além dos êxitos, o público do Porto foi presenteado com dois temas inéditos, um privilégio que se estenderá ao público lisboeta.

A banda sobe ao palco do Coliseu dos Recreios para o que se antevê ser a consagração definitiva do grupo na capital. Os últimos bilhetes estão ainda disponíveis aqui.

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