Noah Hill, dos Parcels, anuncia o álbum de estreia Ok ok now

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Depois de se estrear a solo, em junho, com “It’s All In My Head”, Noah Hill (Parcels) anuncia o seu álbum de estreia, Ok ok now, com edição marcada para 4 de setembro. A acompanhar o anúncio chega o seu segundo single, “Bye Baby”, bem como o respetivo videoclipe. 

Sobre o novo single, Noah Hill explica: “Tinha estes acordes há muito tempo. Quando chegou o momento de fazer o disco, parte do refrão surgiu-me naturalmente e senti que estava completamente alinhado com aquilo de que o álbum falava, mas de uma forma que ainda não tinha conseguido expressar. A canção fala de uma aceitação resignada e ligeiramente desesperada de que a relação acabou. Ainda há uma parte dele que tenta agarrar-se à esperança, convencê-la a voltar, mas isso transforma-se lentamente em frustração quando percebe que ela já seguiu em frente. A canção oscila entre intimidade e distância, esperança e uma espécie de resignação passivo-agressiva. Aquele sentimento de ‘faz como entenderes… se é isso que queres’.”

Essa tensão emocional ganha expressão visual no videoclipe de “Bye Baby”, realizado por Cai Leplaw, onde dois antigos parceiros enfrentam o processo de seguir em frente, enquanto se revelam as pequenas idiossincrasias que tornam extraordinário o quotidiano vivido ao lado da pessoa que mais se ama.

Conhecido sobretudo como um dos cinco elementos da aclamada banda australiana Parcels, Noah Hill inicia agora um novo capítulo criativo com o seu álbum de estreia em nome próprio, Ok ok now. Depois de vários anos num contexto profundamente colaborativo, Hill encontrou um espaço próprio na folk e na pop acústica, inspirando-se em artistas como Andy Shauf e Unknown Mortal Orchestra, num conjunto de canções moldadas por um período da sua vida que continua a procurar compreender.

O músico acrescenta: “Tendo crescido a tocar folk e pop acústica, comecei a sentir falta deste tipo de honestidade tranquila e de espontaneidade, e fui regressando pouco a pouco a estas canções. Quando o fiz, tudo pareceu instintivo e natural. Com o tempo, tornou-se evidente que este era o ponto de partida mais honesto para mim enquanto artista a solo. A maioria das canções foi escrita ao longo de muitos anos, em alpendres de casa ou em quartos de hotel silenciosos. Algumas têm quase dez anos, outras são muito mais recentes. Em conjunto, retratam um período da minha vida marcado por um primeiro grande amor e pelo seu fim.”

Ok ok now não é um típico disco sobre desgostos amorosos. Este álbum conceptual, de narrativa não linear, constrói uma história fragmentada sobre o fim de uma relação, refletindo a forma igualmente fragmentária como Noah viveu essa experiência. Depois de a poeira assentar, dos bens serem divididos e das últimas despedidas, o que permanece para quem está de luto são fragmentos: os bons momentos lado a lado com os maus, memórias do passado que regressam de forma desordenada e inesperada.

Melódico e de uma intimidade desarmante, o álbum faz coexistir momentos de euforia com uma tragédia agridoce. “A meio do processo de escrita percebi que as únicas canções que conseguia escrever eram sobre esta relação. Por mais que tentasse escrever sobre outra coisa, no fim percebia sempre que eram sobre ela”, revela Hill.

Ao longo de Ok ok now, Noah percorre diferentes fases da sua vida, desde o jovem de 18 anos mergulhado no seu primeiro grande amor até ao adulto emocionalmente mais maduro, capaz de encontrar forças para terminar algo simultaneamente arrebatador, instintivo e, no fundo, errado.

Assumindo praticamente sozinho todo o processo criativo, Hill toca quase todos os instrumentos presentes no disco e assina também a mistura do álbum. Mais do que um registo sobre o amor, Ok ok now aborda igualmente a diferença entre a forma como imaginamos que a vida deveria funcionar e a forma como realmente acontece. O álbum explora esse desfasamento entre a vida que efetivamente vivemos e uma realidade mais profunda que, por vezes, apenas conseguimos intuir.

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