Com a mudança do milénio, muitos olhos se voltaram para o Reino Unido, confiando que o contexto fosse propício para que surgisse um grupo que unisse o temperamento angular do pós-punk ao caráter expansivo da britpop.
Mas nenhum representante daquela geração parecia estar à altura. Tivemos de esperar uma geração, mas o advento chegou, finalmente, de Leeds: Yard Act, uma espécie de liga entre Talking Heads, The Fall, Pulp e LCD Soundsystem, é o grupo com que sonhávamos há tanto tempo.
Uma maquinaria rítmica que não tem medo de se lubrificar com um sentido de humor ácido e liderada por James Smith, um frontman da velha guarda. Ou seja, é um daqueles líderes de banda que só se dedicam a cantar sem pegar em nenhum outro instrumento, embora o faça em qualquer condição: canta a saltitar, canta a retorcer-se, canta a correr, canta a menear-se.
Os Yard Act atuarão no dia 23 de Outubro no Capitólio, em Lisboa, cerca de quatro meses depois da sua passagem pela próxima edição do Primavera Sound Barcelona e Porto. Os bilhetes estarão à venda na Fever às 10h de dia 17 de Abril.