Festival Estoril Lisboa em Julho

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52.º Edição “Celebramos Património” | De 2 a 25 de julho 

Iniciada em 2025, o Festival Estoril Lisboa conclui em 2026 a celebração dos 50 anos da sua criação. Dividido em Festival no Verão, de 2 a 25 de julho, e Festival no Outono, de 1 de outubro a 13 de dezembro, abrange uma diversidade de atividades que nos levam de locais icónicos de Lisboa a Casas Museu de Cascais e Estoril.
 
Sob o signo “Celebramos Património”, funde-se o património arquitetónico e o musical através de encomendas a compositores portugueses, estreias em Portugal e jovens talentos, todos criando mais património nacional.
 
Assim o 52.º FEL abre em 2 de julho com o Carrilhão Lvsitanvs, o maior carrilhão ambulante do mundo, com um concerto para a população de Lisboa. Ana Elias tocará um programa repleto de temas famosos.
 
FEL estará na Sé Patriarcal, Academia das Ciências de Lisboa, Convento dos Cardaes, Panteão Nacional, Teatro Tivoli BBVA, Auditório Carlos Avilez (Estoril), Centro Cultural de Cascais, Sala Atlântico do Hotel Palácio do Estoril, entre outros locais.
 
Do rico programa geral, destaca-se a Sinfonia n.º 6, de Mahler, numa versão de câmara, com arranjo de Klaus Simon sob a direção de Nuno Côrte-Real, pelo Ensemble Darcos e o concerto “Do canto visigótico aos nossos dias”, com o Coro de Câmara da Escola Artística do Instituto Gregoriano de Lisboa, sob a direção de Filipa Palhares, ambos na Academia das Ciências de Lisboa¸ o prestigiado grupo portuense de percussão Drumming e a música de António Pinho Vargas e António Chagas Rosa, em Cascais; Música Coral Portuguesa de há 400 anos, celebrada pelo Officium Emsemble na Sé Patriarcal.

As estreias em Portugal do grande alaudista francês Thomas Dunford, num concerto em que a música de John Dowland (1500) convive com os Beatles e a sua própria música; do organista Jan Vermeire, na Sé Patriarcal com um programa dedicado a Teleman, Glauper e Bach, e o fenomenal pianista flamenco Antón Cortés, com uma homenagem a Paco de Lucia e Camarón de la Isla, todos em estreia em Portugal.

Conclui o Festival no Verão, com o magnífico concerto do dia 25 de julho, no Teatro Tivoli BBVA, no qual a Orquestra Metropolitana de Lisboa fará a estreia absoluta da Sinfonia “Nature Mortis”, do Nuno Côrte-Real, obra encomendada pelo festival em homenagem a Don Dinis, nos 700 anos da sua morte. O concerto finaliza com a Sinfonia n.º 6, “Pastoral”, de Beethoven, sob a direção de Nuno Côrte-Real e a participação de Cecília Rodrigues, soprano, e Luís Rodrigues, barítono.
 
Paralelamente, decorrerá de 16 a 18 de julho, o 24.º Concurso de Interpretação do Estoril, na Escola Superior de Música de Lisboa, com a final no Estoril.
 
O 52.º Festival Estoril Lisboa é financiado pela DGArtes, Câmara Municipal de Lisboa e Câmara Municipal de Cascais, assim como diversas empresas e o apoio da Antena 2.
 
Toda a informação em www.festivalestorillisboa.com

SOBRE O FESTIVAL ESTORIL LISBOA

Fundado em 1975, por iniciativa do guitarrista Piñeiro Nagy, com o apoio de Fernando Lopes-Graça, João de Freitas Branco e Helena de Sá e Costa, o Festival Estoril Lisboa nasceu como extensão natural de uma vocação pedagógica e cosmopolita que já marcava a região desde os anos 60.

Ao longo de cinco décadas, afirmou-se como um dos mais consistentes laboratórios artísticos do país, apresentando mais de trezentas obras em estreia nacional, muitas delas estreias mundiais, e revelando novas gerações de compositores ao lado de nomes incontornáveis do século XX.

Mais de dez milhares de artistas, de Mstislav Rostropovich a Rudolf Nureyev, da Royal Philharmonic Orchestra à Orquestra Gulbenkian, passaram pelos seus palcos. Mas é talvez na relação íntima com o património que o festival encontra a sua singularidade: concertos em palácios, igrejas e teatros históricos, onde a música antiga dialoga com a criação contemporânea e o sinfonismo convive com o bailado.

Membro da European Festivals Association desde 1983, o festival é hoje um ponto de encontro entre tradição europeia e pensamento artístico atual, um lugar onde a música não é ornamento, mas consciência cultural.

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