Fogo Fogo hoje no Porto para celebrar ‘Fladu Fla’

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É hoje, dia 13 de Maio, que os Fogo Fogo regressam ao Porto para celebrar “Fladu Fla”, o seu aclamado álbum de estreia, que promete eletrizar a pista dos Maus Hábitos

A história dos Fogo Fogo começa em 2014, quando se apresentam em residências artísticas mensais na Casa Independente, em Lisboa. Depois de lançarem dois singles em vinil e um EP, em 2021 editaram “Fladu Fla”, o seu primeiro álbum de originais. Destacado em várias das listas de melhores álbuns do ano, “Fladu Fla” foi descrito pela Antena 3 como a “boleia possível para o transe interminável de uma noite nos trópicos”; a Altamont salientou o seu “ritmo irresistível”; e o Rimas e Batidas distinguiu-o como uma “performance segura e destemida”. Já o poeta, artista plástico e músico Nástio Mosquito descreveu o som do grupo como uma “celebração da cultura do baile, do quintal, do clube e dos exageros familiares da carne e do coração”, ressaltando que “a poeira que a banda gera é algo que se inspira, e inspira”. 

Fladu Fla” é um álbum de homenagem e reinvenção, sempre com os costumes e a língua cabo-verdiana presentes. É o caso da canção que dá título ao álbum, escolhida como terceiro single e vídeo do grupo, onde se afirma a identidade de um quinteto pródigo em combinar as raízes do cancioneiro cabo-verdiano, com a contemporaneidade inventiva dos seus membros: Francisco Rebelo (baixo), João Gomes (teclas), Edu Mundo (bateria), Danilo Lopes e David Pessoa (vozes/guitarra). Para a direção do vídeo, os Fogo Fogo convidaram Nuno Miranda, realizador cabo-verdiano (Kriolscope Films), que escreveu e dirigiu o filme “Kmêdeus”, aclamado pela crítica de vários festivais internacionais de cinema.

O vídeo procura retornar às raízes da música dos Fogo Fogo, convocando para o árido interior de Santiago, berço do funaná, em Cabo Verde, e para história resistente do seu povo Badiu. Ao mesmo tempo, consagra a pulsão do grupo pela reinvenção e o psicodelismo, traços que tornam a sua música tão contagiante, prometendo preencher o Maus Hábitos de suor, força e liberdade

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