Holly Humberstone lança o seu segundo álbum ‘Cruel World’

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O álbum tem como destaque o tema Beauty Pageant, acompanhado de um vídeo oficial realizado por Silken Weinberg.

A premiada artista Holly Humberstone lança agora o seu segundo álbum, Cruel World, juntamente com o single principal “Beauty Pageant”, um retrato intenso e em desconstrução da condição feminina sob pressão.

Escrita sobre as expectativas em torno da imagem, da performance e da perfeição, “Beauty Pageant” confronta os “padrões inatingíveis que impomos a nós próprias” e conta a história de uma jovem que se afastou muito de casa. Sendo a última canção do álbum, reflete “o momento depois do espetáculo, quando tiras a maquilhagem e já não há distrações. Estás a chorar sozinha no quarto porque não consegues manter a atuação para sempre.”

“Esta canção reflete a minha exasperação com o peso que ser mulher acarreta na nossa sociedade. É um momento de vulnerabilidade e de verdades cruas e desconfortáveis. ‘Beauty Pageant’ fala dos padrões inatingíveis que impomos a nós próprias — durante quanto tempo conseguimos manter a ilusão de compostura antes de tudo se desmoronar? Fala da fragilidade da nossa própria imagem quando esta depende das opiniões dos outros.

O som da música acompanha esse sentimento, como uma bailarina numa caixa de música partida ou uma boneca mecânica a atuar sob um único foco de luz. Pensei muito em ‘I, Tonya’, ‘The Red Shoes’ e ‘Black Swan’ enquanto a escrevia. É o momento depois do espetáculo, quando tiras a maquilhagem e já não há distrações. É brutalmente real, um pouco feio e dolorosamente honesto — chorar sozinha no quarto porque não consegues manter a atuação para sempre.” — Holly Humberstone

Evidenciando a capacidade quase cirúrgica de composição de Holly e confirmando-a como uma das mais talentosas cantoras e compositoras do Reino Unido, Cruel World explora a fronteira entre a dor e o prazer — acompanhando o amor em todas as suas formas, tanto como fonte de euforia como de instabilidade.

O universo visual criado por Holly com a sua irmã Eleri Humberstone e Silken Weinberg (Ethel Cain) inspira-se na redescoberta de contos de fadas sombrios e do cinema, dos Irmãos Grimm a James and the Giant Peach, de Nosferatu a The Red Shoes e Black Swan. Ao longo de Cruel World, Holly mergulha num universo de inspiração gótica, moldado pela memória, pela feminilidade jovem e pela autoafirmação.

Se o álbum de estreia, Falling Asleep At The Wheel, era marcado pela turbulência e pela saudade, Cruel World, assenta na estabilidade e na rotina, onde Holly se refugia num conto de fadas sombrio criado por si, no qual memórias, monstros e relíquias de infância colidem.

Pensado também para a experiência ao vivo, o álbum integra harmonias vocais influenciadas por anos em estrada, desde palcos de festivais a digressões em estádios com artistas como Sam Fender, Olivia Rodrigo e Taylor Swift. O álbum foi escrito com uma nova disciplina, através de sessões diárias em estúdio com o colaborador Rob Milton, e aprofunda várias formas de amor — romântico, platónico e feminino.

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