| Após mais de cinco décadas de actividade e com mais de três dezenas de registos discográficos, Sérgio Godinho reúne pela primeira vez em palco as suas “canções de amor” em apresentações agendadas em Lisboa e Porto no âmbito do festival “Às vezes o amor”, coincidentemente título de uma canção que se destacou no seu álbum de 2006 “Ligação Directa”. Cronista social do Portugal dos últimos cinquenta anos, a sua obra é frequentemente referenciada como “a banda sonora das nossas vidas”. Sê-lo-á também, consequentemente, dos nossos amores. |
| As chamadas canções de amor são muitas vezes entidades mistas, ao ponto de já não saber por que nome as chamar. Daí que se possam definir também de outras formas: canções de amor são aquelas que nasceram por amor pela vida, pelas lutas da vida, pelas questões que nos pomos vida fora. Seja dito que tenho muitas canções cujo foco é mesmo o amor, como força vital e motivadora – e são essas que, pela primeira vez, reúno e partilho em palco. Até porque há algo de mágico nesse acto de as juntar: elas vão adquirindo novos sentidos, no decorrer das suas vidas, e ao mesmo tempo permanecem intactas. Como uma árvore que ano após ano, firme nas suas raízes, fosse dando novos frutos, que sabem ao mesmo, e nunca sabem realmente ao mesmo. Assim são as canções de amor. Por isso as continuo a cantar. Sumo após sumo. |
| Para esta nova aventura que chega ao palco em Fevereiro de 2026, Sérgio rodeou-se de alguns dos mais talentosos músicos nacionais, também eles percursores de carreiras individuais em que é inegável percepcionar o impacto que a obra do “escritor de canções” provocou: membros da velha guarda que há mais de um par de décadas o acompanham: Nuno Rafael, aqui também no papel de supervisão artística; e Sérgio Nascimento, o “senhor ritmo” de Os Assessores; o sangue novo trazido pelos instrumentistas mas também intérpretes: Margarida Campelo e Inês Sousa, senhoras de múltiplos talentos que se dividem entre projectos colectivos e em nome próprio; e também o saxofonista Tomás Marques, o benjamim do ensemble, que por entre pertencer a diversas formações fixas se estreou recentemente como líder do seu projecto; e ainda, responsável pela direcção musical e arranjos, o contrabaixista de formação mas multi-instrumentista por opção, António Quintino, a quem será atribuída a responsabilidade de encontrar a temperatura certa na releitura de temas que são charneiras no cancioneiro da música popular nacional. |
| Os bilhetes para os concertos estão já disponíveis podendo ser adquiridos na TICKETLINE, bilheteiras das salas e nos locais habituais. |