Mike Oldfield, intemporal, 50 anos de música e de variadas influências

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Michael Oldfield é um músico e compositor inglês, cuja música abrange um vasto leque de influências desde rock progressivo, folk, música étnica, clássica, electrónica, new age e dance.

Autodidata, Mike Oldfield, aprendeu a tocar uma diversidade de instrumentos, tendo ficado conhecido por fazer longos solos melódicos de guitarra.

Aos vinte anos lançou o álbum ‘Tubular Bells'(1973), composto por dois longos instrumentais de 20 minutos, vendendo mais de 18 milhões de cópias e atingindo o UK top 1. Em 1975 lançou ‘Ommadawn’ (UK top4), onde em algumas partes se ouvem trechos de world music.

Sendo um instrumentista, não um vocalista, edita em 1983 ‘Crises’, com participações vocais de Maggie Reilly (Moonlight Shadow, Foreign Affair e Mistake, esta na versão americana do disco), Jon Anderson (In High Places) e Roger Chapman (Shadow on the Wall), atingindo o UK top 4, a melhor classificação de entre as suas colectâneas mix, instrumental e voz. Este disco marcou a continuação da mudança de Oldfield na direção musical que havia iniciado no seu trabalho anterior, ‘Five Miles Out’, representado por mais músicas comerciais de rock e pop.

Na mesma linha, edita em 1985 o album Discovery com participações vocais de Maggie Reilly (‘To France’) e, em 1987, no disco ‘Islands’ com os vocais de Anita Hegerland (‘The Wind Chimes’, ‘North Point’, ‘The Time Has Come’, ‘When the Night’s on Fire’), Bonnie Tyler (‘Islands’), Kevin Ayers (‘Flying Start’) e Max Bacon (‘Magic Touch’).

Pelo meio, em 1984, editou o disco ‘Killing Fields’, banda sonora do filme do mesmo nome, realizado por Roland Joffé.

Continuou com as suas inovações em diversos álbuns dos mais variados estilos. Entre esses, podemos destacar ‘Amarok’ (1990), onde Mike mostrou seu extremo senso de composição e melodia, compondo uma música de 60 minutos, onde toca mais de 60 instrumentos, e mostrando vários estilos musicais, desde música portuguesa, flamenco, celta, africana, minimal, folk, progressiva, etc. Em 2005 lançou o álbum duplo ‘Light & Shade’, com influências de música eletrônica, passando por músicas mais introspectivas, com climas obscuros e solos de guitarra.

Em 2017 edita ‘Return to Ommadawn’, uma viagem ao passado e referência directa ao disco de 1975, ‘Ommadawn’. Com quase 50 anos de carreira, continua a compôr e a deliciar os fãs com melodias intemporais.

Recordar as músicas com pendor mais comercial de Mike Oldfield tais como: Moonlight Shadow (Crises), In High Places (Crises), To France (Discovery), Islands (Islands) e Man in the Rain (Tubular Bells III), clicando no videoclipe:

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